Brasileiros relatam pânico antes de furacão nos EUA - WSCOM

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Brasil & Mundo

08/09/2017


Brasileiros relatam pânico antes de Irma

NA FLÓRIDA

Foto: autor desconhecido.

"É assustador." Assim o advogado Renato Seitenfus, de 37 anos, define sua situação, após decidir deixar a cidade de Tampa, na Flórida, onde mora há sete anos com o marido, Fabiano Laux, para fugir da rota do furacão Irma.

A agência espacial americana, a Nasa, diz que esse fenômeno é o maior do tipo na última década. Depois de causar devastação no Caribe, o ciclone tropical está se encaminhando para a costa leste dos Estados Unidos e pode atingir o sul do país neste final de semana.
Seguindo a ordem de evacuação emitida por autoridades – para mais de meio milhão de pessoas -, o casal brasileiro decidiu ir para Nova Orleans, 1,1 mil km ao norte.

Eles contam que, desde o início da semana, há um "pânico coletivo" gerado pelo furacão. Os estoques de água e alguns alimentos enlatados acabaram nos supermercados, assim como a gasolina em diversos postos. Muitas pessoas compraram sacos de areia para colocar nas portas de casa para o caso de haver inundações.

"As pessoas estão com medo e muito apreensivas. Até ficaram mais agressivas no trânsito. Três colegas do trabalho compraram munição para estocar por medo de haver saques e invasões. Ninguém sabe o que vai acontecer", conta Renato.

A empresa em que trabalha dispensou os funcionários, e a faculdade onde Fabiano, de 37 anos, cursa uma pós-graduação, suspendeu as aulas. Os dois ainda estavam em dúvida se deixariam Tampa até a manhã da última quarta-feira, mas decidiram partir "enquanto ainda podem".

Eles chegaram a pesquisar passagens de avião, mas os sites das empresas estavam congestionados, quase inacessíveis. Quando conseguiam entrar, encontravam pouquíssimos assentos disponíveis – e a preços quatro ou cinco vezes acima do normal.

Decidiram então enfrentar dez horas de viagem de carro. Na estrada, se depararam com a cobrança de pedágios suspensa por ordem do governo estadual para facilitar a evacuação, e a passagem de helicópteros de grande porte nos céus, do tipo usado em resgates, a caminho da costa.
"Já enfrentamos um alerta de furacão antes, mas não houve tanto alarde. Desta vez, recomendaram sair o quanto antes. Estamos fazendo o que pediram e tentando manter a calma", diz Fabiano.

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