Brasil volta à burocracia e não escapa de empate - WSCOM

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17/08/2005


Brasil volta à burocracia e

Carlos Alberto Parreira reencontrou no lugar do equilíbrio que tanto busca na seleção brasileira mais uma coluna do meio. Com chance para o quarteto ofensivo consagrado na Copa das Confederações apenas a partir do segundo tempo, a seleção não conseguiu fugir da burocracia e ficou apenas no empate por 1 x 1 diante do amistoso contra a Croácia, nesta quarta-feira, em Split.

Após surpreender com a escalação de Ricardinho para a vaga de Ronaldinho Gaúcho, o técnico assistiu contra a Croácia, em Split, a uma atuação na qual o Brasil se dividiu assim como os tempos da partida: no primeiro, tentou, sem resultado prático, cadenciar o jogo com Ricardinho e, no segundo, mostrou maior ímpeto, mas também sem eficiência, com a entrada de Robinho

O resultado e a atmosfera do estádio Poljud, no entanto, serviram aos interesses das duas equipes. O técnico brasileiro viu sua aposta para “amansar” o quartero ofensivo, Ricardinho, salvar o Brasil da derrota, e aproveitou para obserar mais uma vez Juninho Pernanbucano, Reanto e Ricardo Oliveira.

Enquanto isso, os croatas, que se aproveitaram de uma falha de Juan para sair na frente, exibiram uma segurança ostensiva dentro e fora do estádio para impressionar a Uefa (União Européia de Futebol) em sua campanha conjunta para a Eurocopa 2012.

Se o jogo não foi o espetáculo prometido por ambos os lados, aos menos os croatas mantiveram todas as gentilezas até o apito inicial. Antes da partida, Cafu foi presenteado com uma camisa da seleção da Croácia com o número 140 às costas, número de jogos completados pelo recordista nesta quarta-feira. Ídolo do país, o meia Niko Kovac recebeu o mesmo presente -completou 50 jogos por seu país.

Após o início, no entanto, os aplausos da torcida, sistemáticos a cada aceno brasileiro durante o aquecimento, se transformaram em pressão e energia para o time da casa.

O saldo de aprendizado do amistoso para o Brasil poderá ser observado no próximo dia 4, em Brasília, quando uma vitória contra o Chile, pelas eliminatórias, garante a seleção matematicamente na Copa do Mundo. Um empate também pode servir, mediante combinação de outros resultados.

O abandono do quarteto ofensivo surtiu claros efeitos negativos para a seleção no primeiro tempo. Sem a troca de passes rápidos que marcaram o desempenho da equipe na Copa das Confederações, o Brasil dependia de lançamentos longos para explorar as arrancadas de Adriano e Ronaldo.

Os times

Croácia

Butina (Pletikosa); Tomas (Simic), Robert Kovac e Simunic; Srna, Tudor, Niko Kovac e Babic; Kranjcar (Seric); Klasnic (Balaban) e Olic (Da Silva) Técnico: Zlatko Kranjcar

Brasil

Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto (Renato), Ricardinho (Robinho) e Kaká (Juninho Pernambuco); Adriano (Julio Baptista) e Ronaldo (Ricardo Oliveira) Técnico: Carlos Alberto Parreira

Juiz: Florien Meyer (ALE)

Local: estádio Poljud, em Split (Croácia)

Gols: Kranjcar, aos 31min, e Ricardinho, aos 41min do 1º tempo

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