Brasil quebra recorde de ouros e cumpre meta do Pan em casa; Janete se despede d - WSCOM

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25/07/2007


Brasil quebra recorde de ouros



Janete chora ao se despedir

O maior objetivo esportivo do Brasil no Pan-Americano do Rio de Janeiro foi alcançado faltando cinco dias para o fim da competição. A medalha de ouro por equipes do tênis de mesa, conquistada nesta terça-feira, foi a 30a do país nos Jogos, um recorde nos 56 anos de história da competição.

A medalha, que fez de Hugo Hoyama o brasileiro com mais medalhas de ouro em Pan-Americanos, com nove, coloca o Brasil com um ouro a mais do que o antigo recorde, obtido nos Jogos de Santo Domingo, em 2003. No total de medalhas, os atletas brasileiros também estão a caminho de bater as 123 da edição passada dos Jogos. Por enquanto foram 94 nas competições cariocas, sendo 25 de prata e 39 de bronze. Em 2003, foram 40 pratas e 54 bronzes.

“A gente tinha que fazer no mínimo 30 ouros e fazer com que o Canadá não fizesse mais do que isso. Para quem está acompanhando o esporte do Brasil nos últimos quatro anos, isso não é nenhuma novidade”, disse à Reuters por telefone o chefe de missão do Brasil no Pan, o ex-jogador de vôlei Marcus Vinicius Freire.

A maior contribuição para o total brasileiro até o momento foi da natação, que 12 vezes subiu no lugar mais alto do pódio no Parque Aquático Maria Lenk. Só Thiago Pereira esteve em seis delas, número que representa o dobro dos ouros da modalidade na República Dominicana.

A ginástica artística e o judô, ambos com quatro títulos cada um no Pan do Rio, vêm em seguida na lista de esportes que mais contribuíram para a marca brasileira. Em comparação com os Jogos passados, os ginastas saíram do zero para quatro, enquanto os judocas caíram de cinco para quatro.

Com os 30 ouros, o Brasil pressiona ainda mais Cuba no quadro de medalhas. Os dois países terminaram a segunda-feira com dois ouros de diferença, 31 a 29, e, apesar de Freire ter dito que os cubanos devem abrir vantagem com o início das competições de atletismo, canoagem, lutas e boxe, o Brasil tem boas chances de também subir com o início dos eventos da vela.

O futebol feminino está na final contra os Estados Unidos, o futsal é franco favorito ao primeiro título da modalidade no Pan-Americano e o basquete masculino, que enfrentará um time C da Argentina e uma equipe universitária dos Estados Unidos, também são esperanças de ouro.

Âncoras e surpresas

Um levantamento feito pela Reuters com todas as confederações brasileiras dos esportes que disputam o Pan antes do início dos Jogos apontou que o Brasil lutaria com chances reais por 42 medalhas de ouro e pelo menos 152 no total.

“Estamos com 30 ouros e dentro dessa realidade o número de vocês é bem viável”, disse Freire sobre o levantamento.

O novo recorde foi alcançado com a ajuda de modalidades que no Rio subiram pela primeira vez ao lugar mais alto do pódio. Entre os ouros mais surpreendentes estão o de Marcelo Giardi, o Marreco, no wakeboard e o de Yane Marques no pentatlo feminino. Os homens da ginástica artística e do vôlei de praia também levaram o ouro para o Brasil pela primeira vez no Pan 2007.

“É uma soma do sucesso já esperado em esportes que são âncoras, natação, judô e ginástica na primeira semana, somado com os menos tradicionais e que para o público podem ser uma surpresa”, afirmou.

No primeiro Pan-Americano, na cidade de Buenos Aires, em 1951, o Brasil conquistou cinco medalhas de ouro, uma no atletismo, duas na natação, uma na vela e uma no pentatlo masculino. Quando os Jogos foram realizados pela primeira vez no Brasil, em São Paulo-1963, foram 14 ouros que levaram o Brasil ao segundo lugar no quadro de medalhas, atrás dos Estados Unidos.

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