Brasil pega "freguês" na estréia da 2ª fase e torce pela Argentina - WSCOM

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30/08/2005


Brasil pega "freguês" na estréia

Primeiro colocado no grupo A, o Brasil estréia na segunda fase da Copa América às 17h30 (horário de Brasília) desta terça-feira diante do Uruguai, tradicional “freguês” do basquete brasileiro, em partida que poderá deixá-lo muito próximo da classificação para o Mundial de 2006.

Reuters

Brasil, de Murilo, é favorito no confronto com o Uruguai nesta terça-feira em Santo DomingoEm 57 confrontos oficiais, a seleção nacional venceu 42 vezes e sofreu apenas 15 derrotas. Na Copa América, os vizinhos se enfrentaram em duas oportunidades, ambas vencidas pelo Brasil – 84 a 83, em 1997, e 90 a 67, em 2001. Além disso, os dois times disputaram dois amistosos na fase de preparação, em Montevidéu, e o time do técnico Lula Ferreira ganhou os dois – 91 a 75 e 96 a 86.

As campanhas na primeira fase do torneio também indicam amplo favoritismo para a equipe brasileira, que obteve três vitórias e uma derrota. Já o Uruguai venceu apenas um de quatro jogos e só passou a essa fase graças a uma combinação de resultados que eliminou o México.

Para o treinador do Brasil, no entanto, todos esses números só servem para tornar a partida ainda mais perigosa. “Como eles não têm nada a perder, o jogo passa a ser perigoso. É importante que a gente imponha o nosso ritmo de jogo porque eles não agüentam jogar forte o tempo inteiro”, comentou Lula.

Se quiserem continuar sonhando com a participação no Mundial, os uruguaios precisam vencer todas as partidas que lhes restam, pois começam a segunda fase em último lugar. Apesar disso, eles tiveram boas atuações até agora e por muito pouco não venceram a República Dominicana, que contou com uma “mãozinha” da arbitragem.

“Mesmo só tendo vencido o México, os uruguaios fizeram bons jogos. Além disso, contam com o Mazzarino, que é um excelente jogador. Vamos estudar bem o jogo deles, exercer uma forte marcação para forçar seus erros, principalmente na linha de três pontos, de onde eles jogam muito”, alertou o ala Marcelinho, cestinha da Copa América com 24 pontos por jogo.

O jogador que mais preocupa a comissão técnica brasileira é o armador Nicolas Mazzarino, principal articulador das jogadas ofensivas uruguaias e dono de uma pontaria invejável – tem média de 18,8 pontos e três cestas de três pontos por jogo. “Os uruguaios buscam muito o chute de três pontos e dependem muito do Mazzarino, que é um excelente arremessador”, afirmou Lula.

Além de confirmar o favoritismo contra o Uruguai, o Brasil terá de viver uma situação inusitada para assegurar sua ida ao Mundial o quanto antes – torcer pela Argentina, que encerrou a primeira fase com a melhor campanha no grupo B e foi a única seleção a vencer os anfitriões.

Isso porque os atuais campeões olímpicos já estão classificados e podem facilitar a vida dos brasileiros vencendo seus rivais diretos na disputa – os dois arqui-rivais só se enfrentam na última rodada (sexta-feira). “A tabela nos favorece. Pegamos os times de pior campanha primeiro”, disse Marcelinho.

A Argentina abre a segunda fase às 15h desta quinta contra o Panamá, que também trouxe três derrotas da etapa anterior. Se perderem, os panamenhos – assim como os uruguaios – ficarão praticamente fora da disputa, deixando cinco seleções na briga por quatro vagas.

“Precisamos somar mais duas vitórias para garantir nossa classificação entre os quatro primeiros e a vaga no Mundial. Por isso, vencer o Uruguai é muito importante. Quem ganha dá um passo à frente e empurra quem perde fica para trás”, contabilizou Marcelinho.

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