Brasil "de resultados" bate Gana e recordes, e vai para as quartas - WSCOM

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27/06/2006


Brasil "de resultados" bate Gana

Parreira retornou à escalação pragmática dos dois primeiros jogos e o “show de resultados” deu certo, apesar de alguns sustos e de um gol impedido. Sem o brilho da goleada do “misto” diante do Japão, objetivo nos contra-ataques mas permitindo o domínio adversário em boa parte do jogo, o Brasil venceu Gana por 3 a 0, nesta terça-feira em Dortmund pelas oitavas-de-final. Com isso, se classificou para enfrentar o vencedor de Espanha x França (que acontece nesta terça, às 16h) nas quartas-de-final.

O jogo será neste sábado, às 16h (horário de Brasília), em Frankfurt. Quem vencer nas quartas-de-final enfrentará o vencedor de Inglaterra x Portugal, partida que também acontecerá no sábado (às 12h).

Na partida contra Gana, o Brasil estabeleceu novos recordes. Ronaldo fez o primeiro gol e se isolou como maior artilheiro de todas as Copas com 15 gols, superando os 14 do alemão Gerd Müller. Cafu atingiu 19 partidas e isolou-se como o brasileiro com mais atuações em Mundiais.

No coletivo, duas marcas foram ampliadas. A seleção se tornou a primeira a atingir 200 gols em Copas do Mundo (com o gol de Adriano aos 46min do 1º tempo). E foi a 11ª vitória consecutiva em Mundiais, deixando ainda mais para trás as sete vitórias da Itália nas Copas de 1934 e 1938.

O Brasil também igualou Alemanha e Argentina como ataque mais positivo da Copa de 2006 até agora: 10 gols para cada time.

Ao retomar o time que começou a Copa, Parreira apostou em sua formação mais rígida, mais obstinada em sua filosofia de “dar show é ganhar” (como o técnico disse e Kaká repetiu logo após a estréia contra a Croácia).

A vitória veio graças à objetividade nos contra-ataques do 1º tempo, embora o gol de Adriano tenha sido feito em impedimento. O Imperador estava 53 cm à frente do último zagueiro quando Cafu cruzou para que ele desviasse de joelho e fizesse o gol. Nas reclamações de Gana, o técnico Ratomir Dujkovic foi expulso e não voltou para o banco de reservas no 2º tempo.

Já o primeiro gol mostrou que Ronaldo evoluiu muito em sua forma e ritmo de jogo. Lançado na corrida por Kaká aos 5min, o Fenômeno teve a calma e habilidade para dribrar o goleiro Kingson com uma pedalada e tocar para o gol antes da chegada de Pantsil.

Com a vantagem construída na etapa inicial, o Brasil diminuiu o ritmo no 2º tempo, mas chegou ao terceiro gol seguindo o mesmo expediente do primeiro: lançamento longo pegando a defesa de Gana (que joga em linha) desprevinida.

Ronaldinho enfiou a bola para Zé Roberto, que avançou livre, driblou Kingson, caminhou e ameaçou fazer o gol de letra. Mas, quase em cima da linha, deve ter se lembrado da filosofia séria do “show é ganhar” e se conformou em marcar com um simples toque burocrático.

Fonte: DatafolhaOutro lançamento semelhante deu errado no 1º tempo porque Adriano prendeu a bola em vez de tocar rápido para Ronaldo e perdeu o gol. Foi sintoma de que o Imperador, apesar do gol, ficou abaixo das expectativas com sua atuação pesada e estática. Tanto que foi substituído logo no começo do 2º tempo por Juninho Pernambucano, na esperança de alguma movimentação maior do ataque.

Foi necessário acordar o time porque Gana chegou a dominar a partida em vários momentos, explorando buracos da defesa brasileira (tanto nas laterais como no meio da área). Além disso, Émerson esteve abaixo da média como volante.

Apático, chegou a hesitar numa sobra de ataque ganense e viu a bola lhe ser praticamente roubada por Lúcio, que arrancou rapidamente e iniciou a jogada do segundo gol. Émerson acabou substituído no intervalo por Gilberto Silva, que já se mostrara bem diante do Japão.

Gana ofereceu perigo, mas ou teve má pontaria ou teve Dida pela frente. O goleiro fez uma defesa milagrosa com os pés aos 41min do 1º, apos uma cabeçada de Mensah na pequena área.

No 2º tempo, Dida fez outra defesa importante aos 23min, quando Gyan chutou cruzado e rasteiro e o goleiro pulou certo para defender.