Bope faz operação na Rocinha na manhã desta terça-feira - WSCOM

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Policial

19/09/2017


Bope faz operação na Rocinha

ESTA MANHÃ

Foto: autor desconhecido.

A Polícia Militar faz operação em quatro comunidades na manhã desta terça-feira (19), entre elas, a Rocinha. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) está na comunidade e conta também com o apoio dos homens da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha e do batalhão do Leblon. Até as 7h30, não havia registro de confrontos e troca de tiros.

Os policias fazem um cerco na comunidade e percorrem as ruas da região em busca de traficantes. O Bope também faz operação no Morro do Vidigal, no Leblon, também na Zona Sul do Rio. O Batalhão de Choque faz operação no Morro do São Carlos, no Estácio, e no Morro dos Macacos, em Vila Isabel. A polícia também percorre ruas dos morros da Babilônia e Chapeú Mangueira.

No domingo (17), uma guerra entre traficantes começou na região, aterrorizando os moradores e deixando quatro mortos. Apesar de negativas da Unidade de Polícia Pacificadora local e da Polícia Militar, moradores relatam que a ordem para fechar os estabelecimentos partiu do traficante Rogerinho 157, que estaria escondido na parte alta da comunidade.

As operações do Bope e do Batalhão de Choque nesta terça fazem parte do desdobramento da operação conjunta das polícias Civil e Militar que aconteceu nesta segunda (18) em busca de traficantes de diferentes facções que brigam pelo domínio do controle do tráfico de drogas na região.

Logo depois que o blindado da Polícia Militar e os agentes do Bope entraram na comunidade, muitos fogos foram ouvidos na região. Durante a madrugada não foi ouvido tiroteio. A Secretaria de Segurança Pública informou que a PM vai continuar reforçando o patrulhamento na região. Nesta segunda (18), parte do comércio na favela chegou a ser fechado.

Nesta manhã, a maioria dos moradores que tinham ficado sem energia elétrica tiveram a energia reestabelecida. O problema ocorreu porque os postes de transmissão foram atingidos pelos disparos. No entanto, cerca de 500 casas ainda estavam sem luz nmesta manhã. A Light informou que os técnicos da companhia só retornam à comunidade quando houver segurança para que eles possam trabalhar.

UPP sabia de invasão
A unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha já tinha a informação de que criminosos planejavam invadir a comunidade a qualquer momento, como revelou o Jornal Hoje desta segunda-feira (18).

O grupo se reunia num morro no Centro do Rio e esperava, a qualquer momento, entrar na comunidade de madrugada — como, de fato, fez no domingo de manhã.

Não houve nenhuma ação para evitar a invasão e os confrontos que aterrorizaram os moradores. Pelo menos 70 bandidos vieram de fora e se juntaram a outros na Rocinha.

O objetivo era retomar o território que tinha sido ocupado pelo traficante que sucedeu Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que cumpre pena no presídio federal de Campo Grande. A UPP da Rocinha trabalha com 700 homens.

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