Blog de WS explica como Mídia optou pelos negócios, Pós Verdade longe do Jornalismo - WSCOM

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Paraíba

23/09/2018


Blog de WS explica como Mídia optou pelos negócios, Pós Verdade longe do Jornalismo

Foto: autor desconhecido.

O jornalista Walter Santos comenta neste domingo sobre a notícia como negócio, sendo utilizado como produto de venda, o que interfere no conteúdo produzido.

Leia:

O jornalismo no alvo como produto à venda, a nova cultura Touch e a Pós Verdade interferindo nos fatos

Para professora Nini, que alfabetizou no bairro das Torre (JPA)

O mundo de uma forma geral e o Brasil no particular convivem desde a 4ª Revolução com símbolos transmudados no campo do Jornalismo fortemente afetado com a nova cultura de Touch (toques, em inglês) no qual o fator econômico-financeiro faz a visão de negócios prevalecer interferindo nos fatos e suas versões, através da Pós Verdade como elemento nocivo à pluralidade e Ética.

A síntese é a seguinte: a notícia que você lê, ouve ou vê deixou de ser conteúdo jornalístico puro com fatos, versões e acato de várias opiniões, para ser produto vendável ao sabor do interesse da empresa de Midia, de sua posição ideológica e de manipulação, nunca de prioridade e respeito ao compromisso social.

A TESE ATUAL DE CREMILDA MEDINA

Na Imprensa brasileira, ainda hoje perdura como verdade conceitual acatada a máxima de Cláudio Abramo, referência internacional no Jornalismo brasileiro, segundo a qual, no Brasil, não existe liberdade de Imprensa, mas Liberdade de empresa.

O conceito de Abramo aplica-se ao mundo, e não só ao nosso País.

No campo acadêmico, de estudos permanentes, ainda hoje  sobrevive o livro e conceito da professora doutora Cremilda Medina, com seu tratado – A Notícia, um produto à venda.

Aprendi com capricho desta constatação como aluno do curso de Comunicação da UFPB no final dos anos 70 absorvendo conhecimentos teóricos e práticos com os pós doutores José Luiz Braga e Antonio Fausto – grandes referências do ensino e da crítica na comunicação brasileira.

O NEGÓCIO NO LUGAR DA ÉTICA

Os últimos anos do Brasil comprovam o quanto os veículos de comunicação, mesmo os de concessão pública, a exemplo do ícone da Rede Globo, passaram a ser uma afronta aos métodos mercadológicos decentes, desde algum tempo passando a interferir na vida institucional do País.

Impressiona a força da Globo fazendo apequenar, se acovardar e perder o respeito ao zelo da Constituição de diversos ministros, juízes federais e membros do Ministério Público transformados em marionetes do Poder Global orquestrado pelo Plim-Plim.

Até ministros do STF forjados no Estado Democrático de Direito e no respeito à pluralidade de direitos e deveres, há tempo rasgaram seus históricos para aderir aos ultra conservadores avançados e orientados pelo Poder americano.

Lá no bairro da Torre, dir-se-ia perderam a vergonha na cara.

A SAÍDA ESTÁ EM MAX WEBER

O filósofo alemão foi cirúrgico e fatal, tanto que consolidou a máxima de que a saída está na Política, nunca fora dela.

O Brasil experimenta a intolerância exacerbada de Jair Bolsonaro com apoio de setores da Elite exploradora de sempre, mas é preciso acatar o direito dele ser candidato a Presidente da República.

Agora, ele e seus eleitores precisam acatar e não repetir Aécio respeitando as urnas.

O Brasil que emerge em 2018 desmascarou mais uma vez à Rede Globo e o aparato judicial, mas nosso País é maior do que as atrofias institucionais e de mercado.

O Brasil se mantém soberano.