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Política

03/04/2018


WS explica causas da retração do MDB deixando Maranhão sozinho e isolado

Para Walter, Maranhão vai encontrar dificuldade para compor uma chapa competitiva no pleito eleitoral deste ano. 

Foto: autor desconhecido.

O jornalista e analista político, Walter Santos, comentou nesta terça-feira (3) o isolamento do presidente estadual do MDB, José Maranhão e a debandada de parlamentares no partido.

Para Walter, Maranhão vai encontrar dificuldade para compor uma chapa competitiva no pleito eleitoral deste ano.

CONFIRA NA ÍNTEGRA 

A implosão do MDB, ex-maior partido da Paraíba, Frente à solidão do Senador que insiste em errar

Ninguém de sã consciência no Estado admitiria 4 anos atrás que o MDB, famoso velho de guerra, chegasse ao final do último mandato esvaziado totalmente na Câmara Federal e, com a saída de Raimundo Lira ingressando no PSD, terminasse deixando o senador José Maranhão solitário insistindo no erro de provar do seu próprio veneno, ou seja não ouvir nem partilhar a possibilidade de renovação no Poder partidário.

Ora, a consolidada saída de Manoel Junior, André Amaral, Veneziano Vital e Hugo Mota celebra a implosão definitiva da maior bancada federal – mais Lira, porque Maranhão insistiu em adotar a cultura do mandonismo exagerado onde ele, muito forte com a máquina do partido, jamais se imaginaria absoluto no Reino da solidão.

O MAIOR QUADRO

Muitos das novas gerações sequer dimensionam e sabem que o MDB foi o esteio da Redemocratização tanto em nivel nacional quanto estadual.

Era partido com gente do tope de Antonio Mariz, Humberto Coutinho de Lucena – 2 vezes presidente do Senado, Ronaldo Cunha Lima, Pedro Moreno Gondim, Cássio Cunha Lima, José Maranhão, Roberto Paulino, Marcondes Gadelha, Ney Suassuna, Walfir Bezerra, Mazureick Moraes, etc até que a morte de Humberto fez o partido se dividir e murchar.

Isto sem contar o plano nacional, onde a seleção de Ulisses Guimarães, Pedro Simon, Humberto foi trocada por larápios dos cofres públicos com o consentimento equivocado do digno senador.

EFEITOS A CURTÍSSIMO PRAZO

A nova conjuntura prova que Maranhão vai ter muita dificuldade para compor uma chapa competitiva, mesmo o PSDB convivendo com outra dura realidade de esvaziamento eleitoral por força dos efeitos e graves problemas nacionais da legenda respingando no Estado.

O primeiro grande efeito é não ter nome forte para Vice e para as duas vagas no Senado porque a hipótese de Cássio não parece ser suficiente para empolgar porque, apesar do aspecto da Ficha Limpa de Maranhão, ao que parece o manequim de 2018 não combina com o anseio popular na direção do senador.

E nesse contexto até projetar a hipótese Cássio disputar a Câmara isto já se faz.

Maranhão tem maior recall (é mais lembrado e conhecido) mesmo assim há uma busca na direção de nome mais novo, com menor aparência profissional – manequim este que a Oposição tinha em Luciano, mas deixou fugir.

O FUTURO À FRENTE

De todos os nomes, Maranhão é o único que não precisa se resolver neste dia 7, pois tem todo tempo até agosto visando ajustar as bases e até convencer desgarrados, mas sem chances de reparar as grandes perdas.

Pelo andar da carruagem, ele deve ser o fiel da balança, entretanto pensar em ganhar no primeiro turno é delírio – e tudo só faz ajudar o cenário futuro em favor da situação.

Por essas e outras, ele até aceita Cicero, mas este não aceita e é carta fora do baralho.

Pelo sim, pelo não, o MDB velho de guerra murchou e sofre de inanição pela teimosia de não admitir a partilha e renovação.

Como se diz lá na Torre, agora é tarde.