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Política

01/03/2019


Blog de WS: delações se transformam em instrumento de “condenar” inocentes

Segundo o publisher, a ordem é denunciar o que puder, sem medir as consequências e reduzir sua própria culpa.

Na imagem, Ricardo Pessoa

O blog do jornalista e analista político Walter Santos traz, nesta sexta-feira (1°), uma síntese sobre a “indústria da delação” instaurada no Brasil. 

Segundo o publisher, a ordem é denunciar o que puder, sem medir as consequências e reduzir sua própria culpa, assim como no recente caso da OAS e oito ex-funcionários, segundo o site Antagonista, forçados a depor em troca de benefícios diante da Lei, além do executivo da UTC, Ricardo Pessoa.

Confira e entenda:

 

A indústria da delação reforçada por Moro cria “culpados” para reduzir penas ao se imputar inverdades

Há que se admitir: a nova estratégia de envolvidos em esquemas de desvios de recursos públicos, através de grandes negociações de construtoras, agora de optarem pela delação premiada para reduzir penas judiciais transformou o instrumento tão defendido pelo ex-juiz Sérgio Moro em grave conduta de desvios de função, mesmo assim acatada pela justiça em nome da pretensa justiça.

 

O caso mais recente é gritante e diz respeito às relações em série de ex-funcionários da OAS denunciando uma série de políticos dentro de uma estratégia combinada revelada pelo Antagonista, segundo a qual, esta é a nova base de redução de penas adotada pela construtora doa em quem doer, pois a máxima é se safar dos problemas.

 

DONO, CABEÇA DA ESTRATÉGIA

A tática adotada por muitos da Lava Jato parece que deu certo ao se combinar tudo com o MPF em sintonia com a Justiça. Foi o proprietário da UTC, Ricardo Pessoa, o principal elemento de acusação do ex-presidente Lula no caso triplex , quando na condição de proprietário do imóvel, conforme comprova a justiça, insinuou interesse do ex-presidente na aquisição do apartamento, cujo contrato inexistiu, não se consolidou, mas sua “fraca fala documental” ajudou ao interesse dos condenadores sem provas.

 

A estratégia deu certo para reduzir a pena do empresário, o que não lhe exclui de graves consequências financeiras quebrando praticamente a construtora, só que , não satisfeito, resolveu se transformar em escola de estratégias a serem adotadas também por funcionários de outras empresas, como a OAS, com mesmo objetivo de se salvar dos crimes acusando a todos, alguns inocentes.

 

Segundo o Antagonista, os funcionários combinaram argumentos e acusações, mesmo nivelando propina com doações à época permitidas pela lei eleitoral.

 

Esta é uma das questões que a lei anti-crime precisa encarar e resolver para impedir condenações prévias de inocentes.