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Política

15/11/2018


Blog de WS analisa pré-disposição de punir Lula no caso do sitio que é dos Bittar

Na imagem, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O Blog do jornalista e analista político, Walter Santos, analisa nesta quinta-feira (15), o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a cobertura da mídia com o embate entre ele e juíza substituta, Gabriela Hardt, em Curitiba. Segundo WS, algumas acusações se tornaram infundadas e não houve uma resposta concreta sobre quem é o verdadeiro dono do Sítio em Atibaia.

Confira na íntegra:

Quando a Justiça exacerba com Lula ameaçando – o em tom de inquisição sobre o sítio, que não é dele; é dos Bittar

Todos os telejornais do Brasil capricharam na edição da quinta-feira na cobertura do depoimento do ex-presidente Lula diante da juíza substituta Gabriela Hardt, em Curitiba, no qual o líder do PT provocou irritação da magistrada ao indagar a ela e aos membros do MPF, se o sitio e Atibaia era de sua propriedade.

Esta é uma questão aparentemente simples, mas não é, porque se trata de matéria de foro e de fundo determinante, a propriedade, como se deu no caso do triplex de Guarujá, porque qualquer beneficiamento só interessa ao seu proprietário.

ANTES DE TUDO

Todos sabem que o triplex foi negociado pela Justiça Federal de Brasília como saldo devedor da OAS, logo o imóvel pelo qual Lula foi condenado, não era nem é do ex-presidente.

Mas, espere aí, o Triplex que puniu não é de Lula?

E como o STJ e STF avalizam tamanha grosseria?

A PERGUNTA FATAL

Mas, a pergunta de Lula derrubou o equilíbrio fundamental a se exigir de um magistrado mais consistente que é impositivo e não inquisidor, fez a douta magistrada satisfazendo assim ao script e interesse do já consagrado titular parcial, juiz Sérgio Moro, ministro de Jair Bolsonaro.

SEM PROVAS CONTRA LULA

Apesar do esforço da operação em tipificar a participação de Lula no caso, até envolvendo sua esposa Marisa morta, os depoimentos dos donos da Odebrecht consolidam uma armação processualmente inconsistente e assim se transforma em parte da estratégia de querer punir sem provas porque os relatos dos delatores são suspeitos e não anexam prova nenhuma.

Forçar a barra com calção de banho ou pequenas peças de uso diante da sabida presença incidencial do ex-presidente no sítio dos Bittar não assegura aos inquisidores a garantia processual de que Lula se beneficiara de recursos da Petrobras.

Como se diz lá na Torre, uma coisa é uma coisa, o sitio dos Bittar, outra coisa é outra coisa ao se referir a benesses da Petrobras por Lula, onde inexiste provas concretas.

Esta é a síntese do processo mais inquisidor do que judicial abrigando teses do Lawfare para punir Lula a qualquer preço.

Só que agindo assim consolida a condição de injustiça a ser reparada mais na frente pela instância superior ou pela História.

Agindo assim, a Justiça o tipifica como preso político.

SÃO PAULO (Reuters) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou um depoimento tenso à juíza substituta Gabriela Hardt no processo sobre o sítio em Atibaia em que travou embates com a magistrada em alguns momentos e classificou de “farsa” a acusação do Ministério Público Federal de que ele teria recebido propina na forma de reformas realizadas no imóvel.

Nas mais de duas horas de depoimento, Lula declarou-se “desconfortável” e demonstrou incômodo durante todo o tempo. Ele se irritou com representantes do MPF e, mais de uma vez, a juíza, que substitui Sérgio Moro nos processos da Lava Jato em Curitiba, pediu que o ex-presidente mudasse seu tom.