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Política

06/06/2018


Blog de WS analisa eleição no SINTESP, causas e efeitos, bem como implicações na Esquerda

Foto: autor desconhecido.

O Blog de Walter Santos toca num problema vivido pela representação associativista, que é a abstenção, como se deu na eleição do SINTESP. Leiamos  a seguir:

O recado da eleição do SINTESP, o imobilismo da Esquerda e o fôlego da Direita

Em dia de lançamento da campanha / “vaquinha” para dar sustentação financeira ao projeto de “Lula, Presidente”, a quarta-feira, 7, trouxe consigo um resultado nas eleições do SINTESP que bem pode servir de reflexão e advertência à Esquerda de João Pessoa, como se fosse o recado da exaustão e imobilismo vivido diante da Direita revigorada.

A novidade no sindicalismo dos trabalhadores das instituições de ensino superior na Paraiba com a eleição da Chapa 3 liderada pela sindicalista Geralda Vitor nas eleições no SINTESP desbancando a candidata à reeleição da atual presidente, Marizete Figueiredo – esta apoiada por antigas lideranças do sindicato desde a fase da AFUF, entre eles Edivaldo Rosas e Ramos merece muita reflexão.

OS NÚMEROS FRIOS

O resultado da eleição apresentou muitos dados curiosos. A Chapa 3 teve 846 votos vencendo a chapa 1 – Unidade de Luta com 749 votos. A Chapa 2 teve apenas 189 votos.
O fato impressionante é que o número de abstenção foi muito maior , ou seja, 2.351 eleitores .

A sintese: quem venceu foi a abstenção.

CANSAÇO, FADIGA…

O resultado de agora numa base importante da Esquerda de João Pessoa – o SINTESP, ex AFUF, onde começou na UFPB a célula liderada por Edivaldo Rosas, Chico Ramalho, Luciana, Cristiano Zenaide, Agamenon Sarinho, Ramos, Alemão, etc, para a tomada da FASUBRA nacional – parece dizer que todo esse processo e geração sinalizam ter chegado à exaustão.

Na eleição de agora também merece atenção para o fato de que a divisão da atual diretoria também contribuiu para a derrota dos dirigentes em fim de mandato.

O RECADO MAIOR

A conjuntura e cultura atual da representação sindical esgotou-se. Tanto faz ser de qual credo ou ideologia. Há, de fato, exaustão real do modelo descrente, cansado e insuficiente para novas crenças.

Este é o maior desafio diante do esgotamento do velho modelo sindical em todas as áreas.