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Política

29/06/2018


Blog de Walter Santos explica nova realidade politica na Paraiba envolvendo RC

Foto: autor desconhecido.

Sucessão 2018: Azevedo já entrou em campo, mas no alvo está a mudança de paradigma de Ricardo Coutinho

Todos os atores e interessados na eleição 2018 sabem que o jogo já começou, há personagens para vários gostos, até admitem a liderança temporal do senador José Maranhão, mas ninguém ignora a força do governador Ricardo Coutinho no processo, sobretudo por ter tomado a ilógica decisão de se manter no Governo, ou, na leitura inversa, precavido para não ser apunhalado de pé.

Traduzamos tudo para o velho torrelandês.

A REALIDADE

Quem tem dados bem avaliados da conjuntura sabe bem e de cor e salteado que a realidade de agora mostra Maranhão adiante, como há tempos atrás. A última avaliação, contudo, intui pela primeira vez a performance de João Azevedo em patamar disputante em ascensão porquanto conquistou patamares dentro de seu esforço particular, pessoal.

Se aproximar do líder ou dar sinais desta condição,mesmo reconhecendo o índice do terceiro colocado, intui que há reacomodação no processo.

A ESSÊNCIA MAIOR DO JOGO

A natureza política em curso na Paraiba tenta iludir a compreensão de que o maior dos valores políticos em jogo está a postura histórica de Ricardo Coutinho de ser o mais ousado reformista do uso da Política contemporâneo para mudar hábitos e assim se confrontar com as elites paraibanas em todos os níveis.

Ele é odiado por uns e amado por muitos, imensos, pela coerência de se posicionar a favor da maioria dos paraibanos em detrimento de muitas elites localizadas, algumas das quais ele defendeu no processo de criação da liderança.

O Fisco é bem um exemplo da relação com RC por este não ter servido de instrumento de seus privilégios, tanto que hoje este importante segmento investe até financeiramente para derrotar quem decidiu não tolerar o jogo fácil do corporativismo.

É duro dizer isto, mas esta é a realidade.

EDUCAÇÃO, OUTRO EXEMPLO

Somos ex- aluno do Colégio Estadual Santa Júlia, no bairro da Torre, nos anos 70, e bem lembro o diretor Luiz Mendes, inspirado, competente e professor de matemática, até chato mas eficiente, sendo tempos depois diretor no Liceu Paraibano, reclamando porque não podia resolver uma goteira na escola.
A regra escolar de Governo nunca permitiu resolver problemas menores. A burocracia impedia.

O CASO RC

No Governo RC, ele criou com o Secretário Alessio Trindade um modelo de gestão via OS (Organização Social) para regularizar todos os Terceirizados – antigos Fantasmas – e os problemas das escolas, mas até os sindicatos caíram de pau. RC estava com a razão.

A CLASSE POLÍTICA

Para quem não anda antenado, há ampliação do indice de aprovação do governador de Cabedelo a Cajazeiras, mesmo assim ele convive com o velado posicionamento de setores da Política odiando este jeito do seu diálogo com a Ponta, a sociedade, sem a intermediação dos políticos.

Eles dizem adorar, mas na prática mantém cara feia porque agindo assim o governador eliminou a intermediação e empoderou a sociedade na ponta e – algo que gera ódio de setores políticos.

Só que este modelo sacramentou RC como nenhum outro politico conquistou.
Em sendo assim, à base da tese de Zagalo, vão ter que engolir o governador e seu legado incomum.

A VEZ DE AGORA

Tudo que foi construído prova que, se João chegou até aqui com seu volume, a partir de Julho com ação própria com o governador, logo ele tenderá a ampliar raios e perspectivas por investir mais e agora em Campina e, sobretudo, João Pessoa.

Trocando em miúdos, é preciso levar a sério o novo momento do candidato de Situação. Ele está no jogo pra valer.

SÍNTESE

“Tô vendo tudo/ tô vendo tudo/ mas bico calado /faz de conta que sou mundo..”

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