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Paraíba

20/02/2018


Blog de Walter Santos analisa essência e Memorial de Ricardo Vieira Coutinho

O lançamento em si é protocolo comum e como tal se apresenta como práxis Memorial importante para o Acervo da FCJA e à consulta de historiadores ou curiosos da sociedade

Foto: autor desconhecido.

Ricardo Vieira Coutinho: ideologia, pragmatismo e ascensão; primeiro Líder de Classe Média baixa no Poder

Parte das atenções da segunda-feira, 19, se voltaram para a Fundação Casa José Américo onde habita o acervo dos ex-governadores do Estado. O atual Ricardo Vieira Coutinho ainda exerce o Poder mas, no exercício do cargo, testemunhou o lançamento de seu Memorial – a ampla síntese de sua trajetória vitoriosa na atividade político-partidária.

O lançamento em si é protocolo comum e como tal se apresenta como práxis Memorial importante para o Acervo da FCJA e à consulta de historiadores ou curiosos da sociedade.

O PERSONAGEM E MITO

Ricardo Coutinho se fez em vida sentir-se no ápice intelectual e memorial ao atestar um conteúdo profundo sobre sua vida diante de um público seletivo e qualificado.

Mas, muito além do discurso denso e reflexivo, RC parecia confundir-se em si na casa e com a natureza singular do autor de “A Bagaceira” e sua solidão, não só no Cabo Branco, mas de postura reformista e inovadora a provocar amores e ódios, como foi comum em José Américo de Almeida.

Há, contudo, que expor as muitas diferenças que fazem de Ricardo um personagem Solitário no contexto dos demais, não na convivência social, mas de atitude e de perfil político-ideológico, como inexiste igual no Estado da Paraíba.

Ricardo Coutinho é, na prática real e incontestável, o primeiro paraibano de origem humilde a chegar ao Poder máximo do Estado pelo voto direto, portanto, de forma incomum na História.

A ESSÊNCIA IDEOLÓGICA

O Líder do PSB, Socialista essencialmente, tem sido único no trato da política pelo pragmatismo nas várias circunstâncias, nas quais se ajusta para resolver suas necessidades de composição convivendo até com a Direita até radical, o Centro, etc, mas sem abdicar de dar as cartas em favor de seu projeto de transformação à sua maneira.

Repetindo: no frigir dos ovos, como se diz lá na Torre, ele faz acordo até com o Cão, entretanto, não abre mão de ser o condutor pessoal do jeito Socialista como nunca existiu na História paraibana.

Como se sabe, a habilidade de Ricardo já o levou a conviver com Cássio para derrotar Maranhão, depois de uniu a Maranhão derrotando Cássio, também conviveu com Luciano Cartaxo, etc, todos precisando ter que respeitá-lo no seu jeito frio de governar ao seu modo singular. E o saldo é que com muitos resultados.

Eis a síntese do mais ilustre filho do bairro de Jaguaribe.