Bernardo defende indiciamento de Álvaro Dias por vazamento - WSCOM

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Brasil & Mundo

17/05/2008


Bernardo defende indiciamento de Álvaro

Ao comentar o indiciamento do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires por crime de violação do sigilo funcional, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse ontem em Curitiba que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também deve ser indiciado pelo vazamento do dossiê sobre gastos pessoais no governo Fernando Henrique Cardoso.

“Hoje já se sabe que quem passou as informações à imprensa de maneira reservada e clandestina foi o senador. Portanto, se tiver que ter penalização para um tem que ter para o outro também”, disse Bernardo em entrevista antes de uma palestra na ACP (Associação Comercial do Paraná).

“Acho que a trajetória normal das coisas é que o outro vazador também seja indiciado.”

O ministro declarou que o governo acompanha o episódio “com tranqüilidade, mas com muito interesse para ver o desdobramento disso”. Bernardo afirmou que o senador tucano e seu assessor, André Fernandes, que recebeu as informações do dossiê por meio de um e-mail de Pires, também devem ser convocados para depor.

“É bom lembrar que o José Aparecido está sendo acusado de ter transferido de seu computador para um computador de um assessor lá do Senado os dados que seriam sigilosos. E quem passou para a imprensa foi o chefe lá [do assessor], foi o Álvaro Dias. Portanto, me parece que todos eles têm que dar explicações sobre esse caso”, disse o ministro.

“Inclusive nós precisamos saber como o Álvaro Dias explicou lá na Polícia Federal esse episódio”, afirmou Bernardo.

Reforma tributária

O ministro disse que o Congresso tem condições de finalizar a votação da reforma tributária até o final deste ano. Os dois turnos na Câmara, segundo Bernardo, poderiam ser concluídos até junho.

No Senado, disse ele, a matéria poderia ser votada a partir de outubro. O ministro afirmou que o governo espera que a regulamentação das leis seja feita em 2009 para que a nova legislação entre em vigor em 2010.

Bernardo disse que todas as partes interessados terão que abrir mão de benefícios para que a reforma possa ser aprovada. Para aprovar a reforma, o ministro disse que o governo se propôs a abrir mão de parte da receita para compensar, mais tarde, com o crescimento da economia. “Mas, se ficar cada um se agarrando e querendo levar vantagem, aí dificilmente será aprovada”, disse.

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