Azeredo entrega à CPI sua defesa sobre denúncias de que recebeu doações de Valér - WSCOM

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Brasil & Mundo

02/08/2005


Azeredo entrega à CPI sua

O presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), apresentou, espontaneamente, durante reunião administrativa da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios sua defesa sobre as denúncias de que teria recebido doações “não oficiais” das empresas de Marcos Valério em campanhas eleitorais de 1998.

O senador disse que o coordenador-financeiro da campanha, Cláudio Mourão, admitiu em carta que não declarou todos os recursos para as campanhas para deputados na chapa majoritária. Segundo o senador, Mourão pediu apoio financeiro da SMP&B a candidatos a deputado e não inclui as despesas na conta da campanha majoritária, pois, entendia que as contas deveriam ser prestadas nas contas de campanha dos parlamentares.

“Somente agora compreendeu que o entendimento era de que ele o faria”, disse o senador, enfatizando que a responsabilidade por esses aportes foi da coordenação de campanha. “Permaneço, pois, com a consciência tranqüila de que me pautei pela lei e pela ética, ao prestar contas da campanha com os fatos e documentos que conhecia”, disse.

Azeredo afirmou que a prestação de contas de sua campaha foi aprovada “sem ressalvas” pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Segundo denúncias, a empresa DNA, ligada a Valério, teria contraído junto ao Banco Rural empréstimo de R$ 11,7 milhões oferecendo como garantia contratos assinados com a Secretaria de Comunicações e Governo de Minas Gerais. O senador negou as acusações. “Nunca jamais, em nenhuma hipótese, admitiria que o meu governo autorizasse um empréstimo da natureza que noticia a imprensa”, afirmou. Segundo ele, não há aval dele, do seu governo ou do PSDB em qualquer empréstimo de agência. “Isso será, no mínimo, uma insanidade ou algo inaceitável que eu não permitiria ocorrer. Quem conhece minha vida pessoal e política sabe disso”, ressaltou. De acordo com Azeredo, durante sua gestão no governo de Minas Gerais não foi avalizado empréstimo tomado pela DNA ao Banco Rural.

Azeredo ainda afirmou que é essencial que se separe com clareza a questão dos financiamentos de campanha eleitoral das investigações sobre a suposta prática de compra de voto de parlamentares, chamada de “mensalão”. “Não aceito que se cometa sobre mim e o meu partido a tentativa proposital e calculada de se confundir e misturar acusações sobre gastos de campanha com graves denúncias de corrupção sistêmica”, afirmou.

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