Avenzoar admite que buscou socorro financeiro de Delúbio e Genuíno na campanha a - WSCOM

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Política

18/08/2005


Avenzoar admite que buscou socorro

EXCLUSIVO – O ex-deputado federal Avenzoar Arruda (PT), admitiu que procurou por diversas vezes o ex-tesoureiro nacional do partido, Delúbio Soares, para solicitar socorro financeira para a campanha passada, onde ele figurou como candidato a prefeito em João Pessoa.

‘Eu procurei várias vezes o Delúbio e o José Genoíno, dizendo que era preciso que viesse ajuda para a campanha’, confessou o ex-deputado, emendando em seguida: ‘Eu nunca poderia imaginar de onde era que vinha.’, revelou. Avenzoar , entretanto, garante que não recebeu recursos financeiros do ex-tesoureiro. ‘O dinheiro não veio’.

‘Não posso ser hipócrita com a população. Fui ao lado do Presidente Estadual do PT, Adalberto Fulgêncio, por diversas vezes procurar o Delúblio atrás de dinheiro para a campanha’, comentou Avenzoar.

Música sertaneja – Arruda revelou que os recursos declarados na campanha somaram cem mil reais. Segundo ele, parte do dinheiro foi amealhado junto a empresários locais, a quem os petistas tiveram o trâmite facilitado em função do partido estar instalado na Palácio do Planalto.

‘O prestígio do Governo Federal aproxima o partido dos empresários que contribuem e isso está tudo registrado e declarado”, argumentou Arruda. Do PT mesmo, ele garante que só recebeu como ajuda o show da dupla sertaneja Zezé di Carmargo e Luciano.

Dívidas – Avenzoar Arruda reconheceu também uma dívida do PT com o publicitário Stalimir Vieira, que foi responsável pelo marketing da campanha passada, mas, no entanto, disse que o partido e o publicitário têm que fazer um encontro de contas para saber o montante da dívida.

‘Nós iremos ter uma conversa com o publicitário Stalimir Vieira na próxima sexta-feira para apurar o que devemos a ele. O PT reconhece a dívida com o publicitário e precisamos saber o total da mesma’, arrematou.

Impeachment – Comentando a crise política nacional, Avenzoar Arruda foi claro dizendo que não vê condições políticas e sociais para o impeachment do Presidente Lula. ‘O impedimento do Presidente da República não é uma questão jurídica e sim política e não há condições políticas para isso’.

Avenzoar Arruda defendeu também a renúncia de todas as direções regionais do partido e da direção nacional. “A solução agora seria a renúncia, a criação de uma comissão provisória e um congressos extraordinário para depois se fazer o PED – processo eleitoral dos diretórios’, concluiu Avenzoar Arruda.

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