Atlético-MG vence a 2ª e sobe mais um degrau - WSCOM

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26/08/2005


Atlético-MG vence a 2ª e

A situação ainda é ruim, mas o Atlético-MG subiu mais um degrau no Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, jogando em Florianópolis, o time comandado por Marco Aurélio superou o Figueirense por 1 a 0 e, pela primeira vez desde o início da competição nacional, acumulou duas vitórias consecutivas.

A série positiva ainda não tirou o Atlético-MG da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, mas melhorou a situação do time mineiro. Na rodada passada, a vitória por 2 a 1 sobre o Juventude tirou o time de Marco Aurélio da lanterna. Agora, com o triunfo sobre o Figueirense, o clube alvinegro sobe para 19 pontos e alcança a 20ª colocação.

Nesta quinta-feira, o êxito do Atlético-MG foi recheado de sofrimento no segundo tempo. Primeiro porque o volante Fábio Baiano foi expulso logo aos 2min e deixou os visitantes com um homem a menos. Depois, aos 8min, o goleiro Bruno defendeu uma penalidade cobrada por Michel Bastos, artilheiro do Figueirense no Brasileiro (11 gols), e assegurou a vitória.

“Foi um sofrimento danado no segundo tempo, mas a sorte estava do nosso lado e isso também é importante. Lutamos muito e perseguimos o placar. Eles criaram chances e poderiam ter mudado a história, mas o importante é que vencemos”, concluiu o treinador do Atlético-MG, Marco Aurélio.

Este é o segundo revés do Figueirense nas duas partidas em que a equipe catarinense foi dirigida pelo técnico Adílson Batista. Na estréia dele, o time catarinense havia sido batido pelo Santos por 4 a 3.

Com as duas derrotas seguidas, o Figueirense estaciona nos 19 pontos e foi superado exatamente pelo Atlético-MG, que tem a mesma pontuação e um saldo de gols melhor (-7 contra -10). Assim, o time catarinense cai para a 21ª (e penúltima) posição.

“Não estamos jogando mal. Acho que fizemos uma boa apresentação hoje [quinta-feira] e também mostramos bom futebol diante do Santos. Por isso, tenho certeza que podemos escapar da zona de rebaixamento”, assegurou o treinador Adílson Batista, comandante do Figueirense.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, ambas às 16h. O Figueirense jogará fora de casa contra o Flamengo, no estádio Luso-Brasileiro, e o Atlético-MG receberá a Ponte Preta no Mineirão.

O jogo

Desde o início, o Figueirense pressionou o Atlético-MG. Com os meio-campistas Carlos Alberto e Fernandes abertos pelas laterais, o time catarinense conseguiu ocupar melhor os espaços e obrigou os visitantes a se fecharem em seu campo defensivo.

No entanto, a zaga do Atlético-MG apresentou marcação praticamente perfeita e não deu espaços para o Figueirense criar. Assim, mesmo com mais posse de bola, o time da casa não conseguiu levar perigo ao gol defendido por Bruno.

Nas duas vezes em que a defesa mineira falhou, o atacante Alexandre compensou. Aos 14min, o camisa 9 recebeu um cruzamento da direita, arriscou um voleio desajeitado e mandou por cima do travessão. No lance seguinte, Lima furou em uma bola lançada para a área e Alexandre bateu de primeira, em cima do goleiro Bruno, que saiu muito bem do gol.

Mais eficiente, o Atlético-MG aproveitou a primeira oportunidade que criou e inaugurou o marcador. Aos 17min, George Lucas bateu escanteio da direita e encontrou Catanha no primeiro pau. O camisa 11 cabeceou forte e mandou a bola no canto esquerdo de Edson Bastos para marcar seu primeiro gol em duas partidas com a camisa do clube alvinegro.

“É uma emoção muito grande. Eu espero fazer um grande trabalho aqui no Atlético-MG e é claro que um gol logo na segunda partida dá uma tranqüilidade maior para a seqüência do Campeonato Brasileiro”, ponderou o autor do gol dos visitantes.

Em vantagem, o Atlético-MG assumiu o controle do jogo. O Figueirense, atordoado, não conseguiu manter a postura ofensiva dos 15 minutos iniciais e se retraiu. Prova disso é que a melhor oportunidade dos donos da casa aconteceu em um lance irregular. Edmundo roubou uma bola do goleiro Bruno quando ele fazia a reposição e tocou para a meta vazia aos 25min, mas o gol foi invalidado pelo árbitro paranaense Heber Roberto Lopes.

Preocupado com a mudança de postura do Figueirense, o treinador Adílson Batista alterou a estrutura tática da equipe da casa no intervalo. Para isso, tirou o volante Axel e o meia Fernandes para colocar, respectivamente, o lateral-direito Paulo Sérgio e o atacante Adriano.

As mudanças de Adílson Batista ainda foram incentivadas pela expulsão de Fábio Baiano. O meio-campista do Atlético-MG cometeu falta sobre Bilu aos 2min e, como já havia recebido cartão amarelo, foi excluído de campo.

Com um homem a mais, o Figueirense cresceu e assumiu o controle do jogo. E a equipe da casa poderia ter marcado aos 8min. Adriano recebeu na área, driblou o goleiro Bruno para a direita e foi derrubado. Na cobrança do pênalti, Michel Bastos colocou a bola no canto direito e o camisa 1 do Atlético-MG praticou a defesa.

FIGUEIRENSE

Edson Bastos; Marquinhos Paraná, Cléber, Bebeto e Michel Bastos; Axel (Paulo Sérgio), Carlos Alberto (Sérgio Manoel), Bilu e Fernandes (Adriano); Edmundo e Alexandre

Técnico: Adílson Batista

ATLÉTICO-MG

Bruno; Leandro Castan, Cáceres e Lima; George Lucas (Henrique), Walker, Zé Antônio, Fábio Baiano e Rubens Cardoso; Marques e Catanha (Luiz Mário)

Técnico: Marco Aurélio

Local: estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)

Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)

Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Rogério Carlos Rolim (PR)

Público: 6.400 pagantes

Renda: R$ 68.625,00

Cartões amarelos: Zé Antônio (A), George Lucas (A), Bruno (A), Paulo Sérgio (F), Bilu (F), Cléber (F)

Cartão vermelho: Fábio Baiano (A)

Gols: Catanha, aos 17min do primeiro tempo

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