Ataque aéreo israelense mata sete palestinos na faixa de Gaza - WSCOM

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Internacional

27/10/2005


Ataque aéreo israelense mata sete

Um ataque aéreo do Exército israelense matou sete palestinos–entre eles, dois militantes do grupo extremista Jihad Islâmico– na faixa de Gaza nesta quinta-feira. Outras dez pessoas ficaram feridas na ofensiva, ocorrida no campo de refugiados de Jabalya, ao norte de Gaza.

Aparentemente, o alvo do ataque seria o líder do grupo extremista Shadi Mohanna–que foi morto no ataque– e o também militante Mohammed Ghazaineh.

Segundo o Exército israelense, Mohanna –líder do Jihad Islâmico no norte de Gaza– estaria envolvido com o lançamento de foguetes Qassam [de fabricação caseira] contra Israel e vinha sendo procurado. De acordo com testemunhas, o alvo dos mísseis era o veículo no qual Mohanna viajava.

“Em uma operação das forças de segurança ao norte da faixa de Gaza, o Exército israelense atacou um veículo que transportava um alto membro do Jihad Islâmico, que foi responsável por vários ataques terroristas”, disse o Exército de Israel em um comunicado.

Em uma mensagem enviada à agência de notícias Associated Press, Khader Habib, porta-voz do Jihad Islâmico, afirmou que o grupo deverá revidar a ofensiva. “Haverá uma resposta dolorosa e imediata ao crime ocorrido hoje.”

Ataque suicida

O ataque aéreo aconteceu depois que o premiê israelense, Ariel Sharon, anunciou uma “ampla e ininterrupta” ofensiva contra o terrorismo, em resposta ao ataque suicida desta quarta-feira em Hadera, que matou cinco israelenses e deixou outros 20 feridos.

Segundo Sharon, a ofensiva –que visa atingir militantes do Jihad Islâmico, que reivindicou a responsabilidade pelo ataque suicida de ontem– prosseguirá até que o terrorismo tenha fim.

“Infelizmente, a ANP (Autoridade Nacional Palestina) não tomou medidas sérias na batalha contra o terrorismo”, disse Sharon, no início de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov. “Nós não aceitaremos, sob nenhuma circunstância, a continuidade do terrorismo.”

Prisão

Também nesta quinta-feira, um alto membro do Jihad Islâmico foi preso pelo Exército israelense em Jenin durante uma operação no norte da Cisjordânia, afirmaram fontes palestinas.

Cerca de 35 jipes militares, apoiados por helicópteros Apache e soldados, cercaram a casa de Abdel Khalim Izzadin. Após uma breve resistência, Izzadin e outros três homens se entregaram, segundo testemunhas.

Uma fonte do Exército confirmou que soldados realizaram uma “operação de prisão” em Jenin. Não houve relato de vítimas ou feridos na ação.

A operação no norte da Cisjordânia deve incluir as cidades de Jenin e Tulkarem e várias vilas, como Ya’abed, Atil, Saida e Ilar, além da cidade de origem dos suicidas, Qabatiyeh. O Exército deverá cercar a região das vilas, em uma tentativa de deter ativistas do Jihad Islâmico.

Israel também deverá fazer operações contra os líderes do grupo em Gaza, mas, segundo fontes da segurança israelense, não há planos imediatos para uma incursão terrestre.

Operação

A operação militar –que foi aprovada por Sharon e pelo ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, deve acontecer em duas frentes, no norte de Gaza e no norte da Cisjordânia. O foco principal da operação será o Jihad Islâmico.

Sharon e Mofaz decidiram, em reunião nesta quarta-feira, focar as ofensivas no grupo, de acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mark Regev.

“O Jihad Islâmico declarou guerra a todos os civis israelenses e, obviamente, estamos 100% encarregados de tomar medidas adequadas para defender nossos civis”, afirmou Regev.

O Exército de Israel deverá impor uma toque de recolher na Cisjordânia e em todas as fronteiras com áreas controladas pelos palestinos. Além disso, a região da Samaria, no norte, será retirada da Cisjordânia e veículos palestinos serão proibidos de transitar na área.

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