Aposta em Previdência pode turbinar rentabilidade do Tesouro Direto - WSCOM

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Economia

11/02/2019


Aposta em Previdência pode turbinar rentabilidade do Tesouro Direto

O investidor que tem parte do capital alocada em títulos públicos deve ficar atento aos trâmites da reforma da Previdência no Congresso.

Imagem meramente ilustrativa

O investidor que tem parte do capital alocada em títulos públicos deve ficar atento aos trâmites da reforma da Previdência no Congresso. Mesmo que os ganhos da renda fixa sejam mais previsíveis do que os ativos de renda variável, o impacto das negociações sobre o tema do momento também pode interferir no rendimento das aplicações dos poupadores brasileiros.

Caso a reforma seja aprovada, o que é esperado pelo governo ainda para o primeiro semestre, quem tem recursos aplicados em títulos prefixados ou atrelados ao IPCA – índice de inflação utilizado pelo governo – pode ver seus papéis se valorizarem. Isso ocorre porque o preço dos títulos negociados via plataforma do Tesouro Direto é atualizado todos os dias.

 

Se o investidor sair da aplicação antes do prazo, estará sujeito ao preço de mercado. É a chamada “marcação a mercado”. Essa dinâmica levou os papéis atrelados à inflação e os prefixados a perder apenas para a Bolsa no ranking de melhores investimentos de 2018, com ganho médio na faixa dos 12%.

 

Se, por exemplo, o investidor aplica em um título prefixado, contrata uma rentabilidade determinada de antemão até o vencimento. Se os juros de mercado caírem nesse intervalo, o título se valoriza – assim, caso ele deseje liquidar sua aplicação antes vencimento, terá uma rentabilidade maior do que aquela que contratou. No cenário oposto, se as expectativas da economia piorarem, elevando as taxas de juros, ele pode ter seus ganhos corroídos. Vale lembrar que, carregando o papel prefixado até o vencimento, a rentabilidade será sempre a contratada no momento do aporte.

 

No mercado, as expectativas de aprovação para a reforma da Previdência são altas. O banco JPMorgan afirmou na semana passada que há 80% de probabilidade de o Congresso aprovar uma reforma, ainda que modesta. Nesse cenário, já há apostas no mercado de que a taxa de juros termine o ano em um patamar inferior ao atual, de 6,50% ao ano.