Após Reino Unido, França e Itália anunciam missão militar para apoiar rebeldes l - WSCOM

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Internacional

20/04/2011


França e Itália apóiam rebeldes líbios

União

Foto: autor desconhecido.

A França e a Itália seguiram o Reino Unido e anunciaram nesta quarta-feira (20) que enviarão pessoal militar para apoiar os rebeldes que se opõe ao governo do coronel Muamar Gaddafi há dois meses.

Um porta-voz do governo francês, François Baroin, disse que serão enviadas menos de dez pessoas, e que a medida está de acordo com a resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) que deu o sinal verde para a intervenção internacional na Líbia.

Mas Baroin ressaltou que a cooperação não constituirá um envio de forças militares para a Líbia, o que iria de encontro à resolução da ONU.

– Não estamos prevendo enviar tropas de combate no chão.

Nesta quarta-feira, após uma reunião com o presidente do Conselho rebelde, sediado em Benghazi, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que seu país intensificará os ataques às forças de Gaddafi.

O comunicado da Presidência francesa não esclarece como se daria essa intensificação. Segundo o texto, os rebeldes se comprometeram a construir a democracia na Líbia "pela via das urnas, não sobre um tanque de guerra".

Na terça-feira (19), o Reino Unido anunciou que enviaria cerca de dez militares para prestar apoio logístico e de inteligência e treinar os rebeldes em Benghazi.

O ministro britânico do Exterior, William Hague, descreveu os objetivos da missão como "melhorar as estruturas de organização, comunicação e logística" dos rebeldes.

Nesta quarta-feira, o ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa, anunciou que seu país pode tomar medida semelhante.

Interpretação ampla

O repórter da BBC Hugh Schofield, que está em Paris, disse que tanto o governo francês quanto o britânico estão dispostos a esticar o máximo possível o mandato da resolução da ONU que autorizou os ataques à Líbia.

O ministro francês da Defesa, Gerard Longuet, foi além ao afirmar que o envio de tropas para a Líbia é um "tema concreto" que merece a atenção da ONU.

A resolução 1973, aprovada em março pelo Conselho de Segurança da ONU, autoriza "todas as medidas necessárias" – com exceção de ocupação militar – para proteger a população civil líbia contra os ataques do coronel Gaddafi.

Para o ministro líbio do exterior, Abdul Ati al-Obeidi, a presença de pessoal militar estrangeiro no país representa um "passo atrás" no caminho para a paz.

O ministro apoiou o plano da União Africana – rejeitado pelos rebeldes – que propõe um cessar-fogo e um prazo de seis meses para a realização de eleições, sob supervisão da ONU.

Al-Obeidi disse que vários países apoiam o cessar-fogo e os esforços humanitários, mas avaliou que a França, o Reino Unido e a Itália "não estão ajudando".

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