Após quebra ilegal, PF e Coaf passam a investigar caseiro - WSCOM

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Brasil & Mundo

23/03/2006


Após quebra ilegal, PF e

Depois de ser vítima da quebra ilegal de sigilo bancário, o caseiro Francenildo Costa entrou na mira da Polícia Federal e do Coaf (Conselho Administrativo de Controle de Atividades Financeiras). Responsável pela investigação que apura o responsável pela quebra ilegal do sigilo, a PF solicitou para a Justiça a abertura dos sigilos telefônico e bancário do caseiro.

A quebra ilegal dos dados bancários configura violação da lei de sigilo bancário (nº 105/2001), e a pena é de um a quatro anos de reclusão para o autor da quebra. Embora a violação da conta tenha ocorrido na sede da Caixa Econômica Federal –onde Francenildo tem uma conta poupança–, o presidente da instituição, Jorge Mattoso, ainda não compareceu à PF.

Mesmo sem falar com Mattoso, o delegado da Polícia Federal Rodrigo Carneiro Gomes quer quebrar o sigilo bancária de Francenildo para saber se a movimentação bancária do caseiro condiz com os documentos apresentados que mostram o recebimento de depósitos que totalizam R$ 24.990 de dezembro até agora.

Com a abertura do sigilo telefônico, a PF quer confirmar a versão apresentada por Francenildo para justificar a origem do dinheiro: o depósito teria sido feito pelo empresário Eurípedes Soares da Silva, apontado como seu pai biológico –Silva, entretanto, não reconhece a paternidade.

Numa outra frente, o caseiro está sendo investigado desde segunda-feira pelo Coaf (Conselho Administrativo de Controle de Atividades Financeiras) por suposta lavagem de dinheiro.

O advogado de Francenildo, Wlício Chaveiro Nascimento, disse ter ficado surpreso ao ouvir do delegado Rodrigo Carneiro Gomes que seu cliente vai depor à PF na condição de investigado –pelo Coaf– e não como testemunha ou vítima.

“Pode ser [investigado por lavagem de dinheiro], pois a mãe dele é lavadeira. Vai ver que sobrou dinheiro no bolso da cala dele e ela lavou”, disse Nascimento em tom de ironia. “Para nossa surpresa ele está na condição de investigado porque o Coaf requereu que se instaurasse inquérito para investigar uma movimentação que seria incompatível com a conta [renda] dele.”

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