Após denúncia contra filho e primeira dama, Bolsonaro tem a primeira prova de fogo em seu governo - WSCOM

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Política

08/12/2018


Após denúncia contra filho e primeira dama, Bolsonaro tem a primeira prova de fogo em seu governo

Denúncias vem sendo visto como uma prova de fogo para o presidente eleito pela base de Bolsonaro

Na imagem o presidente eleito, Jair Bolsonaro

episódio envolvendo movimentações financeiras suspeitas por parte do policial Fabrício José de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, vem sendo visto como uma prova de fogo para o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

 

Aliados do capitão, segundo a Folha de S. Paulo, têm observado a maneira pela qual ele vem lidando com o caso, tendo em vista que uma de suas principais bandeiras de campanha foi o combate à corrupção.

 

Na sexta (7), Bolsonaro alegou ao site O Antagonista que os R$ 24 mil pagos em cheque a sua esposa fizeram parte do abatimento de uma dívida que Queiroz mantinha com ele. Disse também que cortou relações com o ex-assessor do filho até que ele explique as demais movimentações suspeitas às autoridades. 

Entenda: 

O ex-assessor parlamentar do deputado estadual e senador eleito pelo Rio Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito, Fabrício José Carlos de Queiroz, movimentou cerca de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, de acordo com o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

 

Uma das transações citadas é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O relatório também menciona uma ex-funcionária do presidente eleito na Câmara. Nathalia Melo de Queiroz, 29, aparece como uma das beneficiárias de recursos movimentados por Queiroz, seu pai.

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que os R$ 24 mil pagos em cheque pelo ex-assessor de seu filho à sua mulher, Michelle, se referem ao pagamento de uma dívida.

“Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil. Se o Coaf quiser retroagir um pouquinho mais, vai chegar nos R$ 40 mil”, disse Bolsonaro ao site O Antagonista.

 

Segundo Bolsonaro, os recursos foram para a conta de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”. “Essa é a história, nada além disso. Não quero esconder nada, não é nossa intenção.”

 

O presidente eleito disse que Fabrício José Carlos de Queiroz é seu amigo e que os dois se conheceram em 1984, quando estavam no Exército.

 

Ele afirmou ao site que se surpreendeu com a citação de Queiroz em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão. Bolsonaro disse que cortou contato com o amigo até que ele se explique aos investigadores.

Da Redação com informações da Folha de São Paulo / Portal WSCOM