Após boato de deserção, delegação de Cuba deixa o Rio às pressas - WSCOM

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29/07/2007


Após boato de deserção, delegação



Cubanos deixando o Rio de Janeiro

Parte da delegação de Cuba que ainda estava no Rio de Janeiro já embarcou no aeroporto internacional do Galeão com destino ao país caribenho, antes mesmo do final da participação do país no Pan-Americano. Existiram boatos de um plano de deserção em massa e a ordem de retorno teria partido diretamente do líder cubano Raul Castro.

Ele teria ordenado aos cerca de 240 atletas da delegação que deixassem a Vila Pan-Americana ainda na noite deste sábado e retornassem à Cuba. Seis ônibus levaram os atletas ao aeroporto, onde um avião fretado, modelo Ylushin, de uma companhia aérea cubana já os esperava. O restante dos cubanos embarca neste domingo em outro vôo.

A saída foi feita às pressas e, no Galeão, atletas e dirigentes tiveram problemas para encontrar bagagens nos dois caminhões que levavam as malas.

Um suposto boato, não confirmado pelo Comitê dos Jogos Pan-Americanos do Rio (Co-Rio), de uma deserção em massa dos cubanos após a cerimônia de encerramento dos Jogos, neste domingo, teria motivado a ação de Castro, irmão do líder Fidel Castro.

O único cubano que iria competir neste domingo é Norbert Gutierrez, na maratona masculina. No Galeão, disseram que ele segue na cidade carioca para a prova. No final da noite deste sábado, Cuba não compareceu ao pódio do vôlei masculino. Com o terceiro lugar vazio, brasileiros e norte-americanos receberam suas medalhas.

“Já estamos com saudade de Cuba. Temos que voltar. Não há nenhum tipo de protesto ou ameaça”, declarou o jogador da seleção de vôlei do país Pavel Pimienta – a justificativa do time para a volta repentina é de que eles vão participar de uma outra competição em breve.

As medalhas, segundo representantes de delegação cubana, serão enviadas para Cuba, onde os jogadores as receberão. O time venceu a Venezuela por 3 sets a 2 na tarde de sábado, no Maracanãzinho, e ficou com o bronze.

Espantados com o assédio da imprensa no aeroporto, alguns atletas de Cuba brincaram com a situação. “Estamos com uma ameaça de ciclone e por isso precisamos voltar logo”, brincou um deles.

Durante os Jogos, dois boxeadores (o bicampeão olímpico Guillermo Rigondeaux e o campeão mundial Erislandy Lara), um jogador de handebol (Rafael D’Acosta) e um técnico de ginástica artística (Lázaro Lamelas) desertaram.

O número não é tão grande se comparado com Pans passados. A cada edição dos Jogos, parte da delegação deserta atrás do dinheiro que o profissionalismo dos países capitalistas oferece. Começou em 1971 com seis abandonos e chegou a seu ápice em Winnipeg-1999, com 13 desertores incentivados também por organizações anticastristas baseadas em Miami (EUA).

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