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22/03/2018


Após 50 anos, Geraldo Vandré volta a subir no palco em Concerto Especial na Paraíba

“Este concerto/recital é uma pequena antologia da obra deste grande artista. Mostra suas escolhas, sua dignidade e coerência”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Lau Siqueira, que diz ainda lançar em breve um livro com produções inéditas de Vandré

Foto: autor desconhecido.

A Paraíba está fazendo história. Ao aceitar o convite do governador Ricardo Coutinho, o cantor e compositor Geraldo Vandré quebra 50 anos de silêncio artístico ao se apresentar em sua terra natal ao lado da Orquestra Sinfônica da Paraíba. O concerto/recital acontece dias 22 e 23, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo. Na ocasião, será disponibilizado um telão e cadeiras na Praça do Pó, para aqueles interessados que não conseguiram retirar convites. O recital será transmitido ao vivo para a platéia externa.

O evento será dividido em dois atos. No primeiro, Vandré sobe ao palco acompanhado da pianista Beatriz Malnic, com quem executa seis peças para piano compostas pela dupla. Já no segundo ato, a Orquestra Sinfônica da Paraíba, acompanhada do Coro Sinfônico do Estado, executará composições do homenageado, como: Caminhando/Pra não dizer que não falei de flores, À Minha Pátria, Mensageira e Fabiana. Vandré promete ainda no calor da emoção recitar poemas de sua autoria: “Pode ser ainda que entre uma apresentação e outra eu recite alguns de meus poemas. Vai depender da emoção do momento. Eu tenho noção da importância desse concerto para o país”, afirmou.

“Este concerto/recital é uma pequena antologia da obra deste grande artista. Mostra suas escolhas, sua dignidade e coerência”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Lau Siqueira, que diz ainda lançar em breve um livro com produções inéditas de Vandré.

Sobre Geraldo Vandré  – Geraldo Vandré é um dos artistas mais célebres da música popular brasileira. Ganhou destaque ao compor canções como: “Pra não dizer que não falei de flores”, “Disparada”, “Fica Mal com Deus”, dentre outras.

Subiu ao palco pela última vez no Brasil, no auge de sua carreira, em 12 de dezembro de 1968 – um dia antes da publicação do Ato Institucional nº5 (AI-5), um ato que, entre outras atrocidades, suprimiu a liberdade de expressão no Brasil.

Depois de fazer o Maracanãzinho lotado cantar o refrão de “Para não dizer que falei de flores”, passou a ser o artista mais requisitado, mas foi obrigado a sair do Brasil. Tempos depois, os militares condicionaram sua permanência no país ao compromisso de não cantar músicas de protesto. Ele respondeu com um silêncio absoluto, e desde então passou a ser conhecido como um “mito da MPB”.

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