Apenas a chuva faz Brasil se lembrar da Suíça na Alemanha - WSCOM

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07/06/2006


Apenas a chuva faz Brasil

Não houve histeria. Muito menos ambulantes perambulando pelas redondezas do estádio. O primeiro dia de treino do Brasil na Alemanha foi bastante diferente da rotina que acompanhou a seleção brasileira na Suíça.

Os jogadores foram ligeiramente assediados de manhã pelos alunos que estudam em um colégio vizinho ao Sportlange Altkonigblick, local de treino da equipe em Königstein. À tarde, apenas uma forte chuva, comum em Weggis, atrapalhou o trabalho tático comandando pelo técnico Carlos Alberto Parreira.

Somente quatro garotos, pendurados no muro, gritavam por Ronaldinho Gaúcho durante a movimentação do meia-atacante. Nas duas últimas semanas, o nome do camisa 10 do Barcelona era pronunciado a todo instante.

O mau tempo afastou inclusive os curiosos da portaria principal do complexo. Na saída do ônibus poucos torcedores aguardavam um aceno dos pentacampeões. Um alemão, inclusive, decidiu fazer embaixadinhas na frente do veículo e foi “delicadamente” afastado pelos policias.

Dentro das dependências do clube circularam humoristas de uma televisão brasileira e apresentadores famosos da mesma emissora, todos devidamente credenciados. Jornalistas alemães, em grande número, também acompanharam o treino, seguidos por espanhóis e japoneses.

Perguntado sobre a diferença entre os ambientes, Parreira foi político. “Aqui [Königstein] as condições são excelentes, mas em Weggis tudo funcionou muito bem também. O público não nos prejudicou porque nós focamos o trabalho. Aliás, a presença dos torcedores foi positiva porque massageou o ego dos atletas”, disse.

O treinador, no entanto, acha que a privacidade que terá a partir de agora será positiva. Parreira, aliás, se queixou ao perceber que uma emissora alemã filmava o treino de cima da escola; não quer “imagens aéreas”.

Na Suíça, Parreira priorizou a recuperação física dos atletas e introduziu alguns treinos táticos. O técnico já avisou que, na Alemanha, irá dar ênfase às jogadas de bola parada e posicionamento do time.

“Faremos treinos específicos, e o jogo aéreo será muito trabalhado”, adiantou. “Vamos treinar o veneno contrário e tentar não tomar gols de bola parada. Essa jogada já decidiu uma Copa contra o Brasil, em 1998 [Zidane, da França, fez dois gols de cabeça], e agora pode nos beneficiar”, adiantou.

Nesta terça-feira, após um breve aquecimento, Parreira orientou um trabalho de toque de bola, depois o avanço dos laterais e cruzamento na área para os atacantes e por fim a movimentação do ataque sobre a defesa – três contra dois.

Juninho Pernambucano, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos praticaram cobranças de falta. O meia do Lyon, aliás, se destacou ao marcar três gols na seqüência e acertar o quarto chute no travessão.

Ronaldo treinou nos dois períodos e provou estar recuperado das bolhas no pé esquerdo que o tiraram do segundo tempo do amistoso contra a Nova Zelândia, em Genebra, na Suíça.