Ao menos 75% dos colonos judeus já deixaram a faixa de Gaza - WSCOM

menu

Internacional

19/08/2005


Ao menos 75% dos colonos

O Exército israelense entrou nesta sexta-feira no assentamento de Gadid, na faixa de Gaza, uma das poucas colônias judaicas da região que ainda resistem ao processo de retirada.

As autoridades israelenses disseram que a operação de retirada está quase completa. Mais de três quartos dos colonos já teriam sido removidos, e 80% das casas esvaziadas.

As operações do Exército em Gaza devem ser interrompidas logo após o almoço, em respeito ao shabat (o dia de descanso judaico, que vai do entardecer da sexta-feira ao entardecer do sábado).

Segundo os militares, 16 das 21 colônias já estão completamente vazias– entre elas Neve Dekalim, a maior da região–, e a operação em Gadid também já vai chegando ao fim.

Ainda existe alguma expectativa, no entanto, em relação à retirada em Netzarim, prevista para domingo. O assentamento está entre os altamente religiosos, que vêm criando mais dificuldades para as autoridades.

O Exército espera concluir totalmente a retirada até a próxima semana. O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deve viajar à faixa de Gaza na próxima semana para parabenizar os soldados que participaram da operação.

Barricadas

A exemplo do que havia acontecido no dia anterior nos assentamentos de Neve Dekalim e Kfar Darom, cerca de 300 pessoas se entrincheiraram em Gadid atrás de uma barreira de pneus incendiados.

O grupo que resistia em Gadid era formado na maioria por gente de fora de Gaza que chegou à região para protestar contra a retirada.

Os soldados que entraram no assentamento passaram pelas barricadas e começaram a retirar os moradores e seus pertences.

Na quinta-feira, manifestantes em Kfar Darom jogaram ácido em soldados que tentavam desalojá-los do telhado de uma sinagoga.

Após os choques, mais de 70 soldados e manifestantes foram hospitalizados, e cerca de cem manifestantes foram detidos.

Sharon chamou os ataques contra soldados em Kfar Darom de criminosos e pediu a abertura de investigações para punir os responsáveis.

Notícias relacionadas