Anísio defende lista fechada e critica "partidos que pertencem à famílias na PB" - WSCOM

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Política

02/04/2017


Anísio Maia defende lista fechada

DEPUTADO DA PB

Foto: autor desconhecido.

 O deputado estadual Anísio Maia (PT) defendeu neste domingo, 2, a necessidade de uma profunda reforma política no país: “A reforma política começa a volta à agenda de discussões a partir do ressurgimento da proposta de lista fechada ou pré-ordenada. Estamos em um momento de uma profunda crise, e não podemos esquecer que a criminalização da política cria bases para alternativas antidemocráticas”.

 “Não entendo o medo da chamada lista pré-ordenada. As discussões estão mal encaminhadas. Até parece que querem uma democracia em partido, como se isto fosse possível. Deveríamos defender o fortalecimento e aprimoramento dos partidos, inclusive com mecanismo claros de democracia interna em cada agremiação”, acrescentou.

 O parlamentar ressaltou que todas as democracias modernas no mundo são feitas com partidos fortes: “Infelizmente, temos a cultura de votar em pessoas, não em propostas ou projetos. Pessoas mudam de humor, de endereço, de religião e de opinião. A essência da democracia é o voto em ideias, a partir de um debate maduro e qualificado, e não em alguém por ser famoso.”

 “Virou lugar comum generalizar as más práticas da política, o que é reforçado pela proliferação de partidos, como uma sopa de letrinhas, sem nenhuma definição ideológica. Há, por exemplo, partidos que pertencem à famílias aqui na Paraíba. Se um partido não tem base social, não tem um programa claro para dialogar com a sociedade, então, não é algo salutar para a democracia”, destacou Anísio Maia.

 Finalizando, o deputado estadual afirmou que “ao votarmos em personalidades, simplesmente não discutimos nem nossos problemas e nem a construção de soluções, e assim a política fica pobre. Sem partidos fortes, o debate racional dá lugar às torcidas fanáticas. Partidos devem expressar as ideias de segmentos sociais organizados e, desde a formulação de suas propostas até a construção de suas listas, o debate deve ser transparente e com participação”.

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