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02/09/2018


Anaju Dorigon coleciona lingeries e admite sensualidade

Foto: autor desconhecido.

Fotografar de lingerie poderia ser um desafio para Anaju Dorigon, mas a modelo não vem de um casting qualquer. Atualmente aplaudida como a Cecília de “Orgulho e paixão”, a atriz já venceu competições de beleza, foi primeiro lugar num concurso de Miss Teen e também estampou catálogos posando com roupas íntimas no fim da antiga carreira. Neste editorial, ela relembra a fase de estúdios fotográficos e revela uma curiosidade.

— Sou apaixonada por lingerie e coleciono desde os 15 anos! Quando vejo uma com um brilho diferente ou com novos recortes e cores, trato de comprar! — empolga-se a paulista de 24 anos, que acrescenta: — Vejo as peças como uma expressão feminina linda que está sendo incorporada também ao vestuário do dia a dia. Amo usar lingerie com blazer por cima, por exemplo. Aliás, eu tenho um body igual ao branco sem manga deste ensaio!

Anaju usa body Duloren (R$ 135,90); casaco Riachuelo (R$ 198); calça Lez a Lez (R$ 348); brinco Fiszpan (R$ 126)
Anaju usa body Duloren (R$ 135,90); casaco Riachuelo (R$ 198); calça Lez a Lez (R$ 348); brinco Fiszpan (R$ 126)

É inegável que usar bodies e sutiãs à mostra combinados com calças jeans, saias e demais composições dá uma ar provocante ao look. Com atitude e personalidade, Anaju não nega a intenção, mas afirma que o sex appeal pode surgir em outras situações:

— A sensualidade está no jeito de toda mulher. Cada uma tem a sua e a manifesta de uma forma diferente. É importante a gente se gostar, saber admirar nosso corpo. Essa sensação começa pelo amor a nós mesmas. Se a sensualidade só existir a partir do olhar do outro, acaba não sendo saudável. É uma característica feminina pela qual eu sou apaixonada, e lidar com ela é não ter vergonha. Faz parte. A gente tem que incorporar e entender como isso pode deixar tudo mais colorido e mais doce.

Apreciar os sabores da vida tem sido um exercício valoroso na trajetória de Anaju. Em 2015, ao ser diagnosticada com hipoglicemia, ela começou um tratamento e emagreceu dez quilos. A preocupação com a doença a levou a transtornos como síndrome do pânico e depressão.

— Tive síndrome do pânico dos 17 aos 20 anos. Vivi esse tempo como vítima da situação. Depois que entendi o que era, transformei minha vida: refiz a dieta, as minhas atividades diárias… É algo com que tenho que tomar cuidado, prestar atenção. Para quem passa por isso, é fácil voltar. Hoje estou superbem, assim como com a depressão. Eu me dediquei muito para melhorar, mas é sempre necessário evitar gatilhos. Tudo tem um lado bom. Hoje sei o que tenho que evitar. Se estou voltando para aqueles sintomas, já procuro focar no que me faz bem. É questão de não ter medo de ter medo, aprender a se escutar, saber do que precisa. É um processo de transformação pelo qual sou extremante grata hoje — assegura.

Blazer Riachuelo (R$ 189,90); cropped Duloren (R$ 138,90); short DTA (R$ 333,50); brinco Atelier Dayrell (R$ 120)
Blazer Riachuelo (R$ 189,90); cropped Duloren (R$ 138,90); short DTA (R$ 333,50); brinco Atelier Dayrell (R$ 120) Foto: Vinicius Mochizuki

Em sua rotina, Anaju adotou exercícios como a musculação e a corrida e uniu práticas conhecidas no início da adolescência. Após a significativa perda de peso, a atriz compreendeu que o físico magro era consequência de sua nova dieta. Atualmente, a artista é vegetariana e pratica rituais para deixar corpo e mente sãos:

— Minha rotina de atividades físicas começa na meditação. É o momento em que me escuto. Ela salva vidas. Comecei a ioga aos 12 anos. Fiquei fascinada pela filosofia, pelo entendimento do que estava sendo feito. À corrida, comecei a me dedicar de verdade depois dos 20. Exercício tem que ser prazeroso. Quando eu consigo um tempinho entre as gravações, tento fazer. Procuro ir pelo menos quatro vezes por semana, e tenho um personal trainer, Eduardo Mello, para me ajudar a não ter preguiça.

Ligar o modo “ativar” não é uma tarefa tão difícil assim para a atriz, que saiu de casa aos 14 anos para trabalhar. Sempre que era possível, claro, a menina era acompanhada pelos pais. Quando não, a organização do concurso se responsabilizava. No período, Anaju viveu na Colômbia, na Venezuela, no Equador, no Peru, na Espanha, na República Dominicana, na Costa Rica e no Panamá, países onde também se dedicou a projetos sociais.

— Desde pequena, sou fascinada por conhecer o mundo. Sempre fui aberta a ser surpreendida. Quero receber o que o universo tem para me dar. É bonito quando você vê o outro e enxerga que ele está lutando pelo mesmo que você. É um aprendizado. No meio dessas viagens, fui chamada para fazer um teste para o filme “Vendedor de passados” (2013), de Bruno Carmelo. Ali percebi que quero fazer isso para o resto da vida. Naquele momento, mudei, e então as coisas começaram a fazer sentido — conclui.

A atriz veste cropped Duloren (R$ 98,90); calça (acervo da produção); pulseira (R$ 250) e brinco (R$ 80), ambos Atelier Dayrell
A atriz veste cropped Duloren (R$ 98,90); calça (acervo da produção); pulseira (R$ 250) e brinco (R$ 80), ambos Atelier Dayrell

Créditos

Fotos e Beleza: Vinicius Mochizuki / Assistente de fotografia: Rodrigo Rodrigues/ Produção de moda: Samantha Szczerb/Agradecimento: Casa Cool Beans Santa Teresa

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