Em Campina Grande, Alckmin se irrita com pergunta sobre retirada de candidatura e aponta "fake news" - WSCOM

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Política

24/06/2018


Em Campina Grande, Alckmin se irrita com pergunta sobre retirada de candidatura e aponta “fake news”

Foto: autor desconhecido.

O pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve ontem (23) em Campina Grande, onde participou do Maior São João do Mundo e concedeu entrevista aos jornalistas da cidade. Alckmin falou sobre propostas de governo, inspiração em Fernando Henrique Cardoso, mas demonstrou certo incômodo quando questionado sobre uma suposta reunião ocorrida entre o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), o presidente Michel Temer (MDB) e o senador Aécio Neves (PSDB), que teriam discutido a sua ‘rifagem’ para dar lugar a João Doria (PSDB) na corrida presidencial.

Perguntado quanto a uma ‘traição’ pela possível mudança de nome para concorrer à presidência pelo PSDB, Alckmin afirmou, primeiramente, que a informação não era verdadeira. Após mais algumas perguntas, o jornalista repetiu o questionamento, o que causou o descontentamento do presidenciável, que retrucou:

“Não, porque o que você está falando é o que se chama de ‘fake news’, é desinformar a pessoa. Você está sendo desrespeitoso com João Doria, que é candidato ao Governo de São Paulo, e hoje conseguiu mais apoios, desrespeitoso com as pessoas. Desinforma o leitor ou o ouvinte”, disse.

Posteriormente, o tucano respondeu rapidamente uma questão sobre o seu antagonismo a Jair Bolsonaro (PSL), deixando claro que cabe o eleitor decidir quem é melhor, e encerrou a entrevista.

Caso

Segundo o Estadão, a “possibilidade de substituir Geraldo Alckmin por João Doria na chapa presidencial do PSDB nas eleições 2018, unindo o MDB e o DEM em torno desse novo candidato, foi o principal assunto de um jantar promovido na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na noite desta quinta-feira, 21″.

O jornal apurou que “foi feita ali uma avaliação de que Alckmin, estagnado nas pesquisas de intenção de voto, não consegue empolgar e, se nada for feito, o chamado centro político estará fora do segundo turno da disputa”.

 

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