Alckmin promete reforma fiscal e eficiência - WSCOM

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Brasil & Mundo

19/03/2006


Alckmin promete reforma fiscal e

“O Brasil ainda está pagando o ‘custo PT'”, que até hoje obriga o governo a adotar doses mais altas do remédio na economia, disse o governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, em entrevista exclusiva a Carlos Marchi, do jornal ‘O Estado de S.Paulo’. “A diferença entre remédio e veneno é uma questão de dose.”

Alckmin defendeu uma reforma fiscal que seria a base para sustentar um “choque de eficiência” e dar as bases para a recuperação da capacidade de investimento do governo federal.

A palavra mais usada durante a entrevista foi ‘ crescimento’, a segundo foi ‘emprego’. “Essa história de 6,7, 10 milhões de empregos é bobagem. Prefiro abordar o como fazer crescer, as formas de chegar lá”, afirma o governador de São Paulo.

Alckmin disse que, se eleito, logo na primeira semana enviará ao Congresso duas propostas que ele considera essenciais para uma mudança estrutural: a de reforma política e fiscal. A primeira baseada na fidelidade partidária e a segunda que permitiria o citado ‘choque de eficiência’ na máquina pública.

“O mundo moderno não é aquele em que um tiro mata o togre. É sofisticado, um conjunto de erformas simultâneas, é oposto do que disse o presidente Lula”, afirma Alckmin, que pretende abrir mais mercado exterior de forma agressiva.

O governador paulista criticou também o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ao dizer que o grupo trocou reforma por vandalismo. “Invadir laboratórios e centros de pesquisa não tem anda a ver com reforma agrária.”

Sobre suas táticas de campanha contra Lula, ele disse que o mensalão “pode e deve ser falado, mas não deve ser o ponto central da campanha. O eleitor não vai votar para presidente por causa de um erro do adversário e sim pela confiança no candidato”, afirmou Alckmin.

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