Alckmin descarta chapa puro-sangue e diz que decisão do PSDB está próxima - WSCOM

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Brasil & Mundo

08/03/2006


Alckmin descarta chapa puro-sangue e

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou hoje a possibilidade do partido lançar uma chapa “puro-sangue” nas eleições presidenciais deste ano. Essa chapa, segundo rumores que circularam nesta quarta-feira, seria composta por ele e pelo prefeito de São Paulo, José Serra. Um deles seria cabeça de chapa e o outro seria vice.

A formação de uma chapa “puro-sangue” seria a solução do PSDB para encerrar o impasse sobre a escolha do candidato do partido à Presidência da República. Alckmin já declarou publicamente a intenção de sair candidato pelo PSDB. Serra, que conta com a preferência da cúpula tucana, ainda não oficializou de público se está disposto a entrar na disputa.

Outra possibilidade, dentro da linha “puro-sangue”, seria Alckmin tentar a Presidência e Serra disputar o governo de São Paulo. Nesse caso, o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já foi cogitado como possível candidato à vaga de senador de São Paulo.

“Se depender de mim, não [terá uma chapa puro-sangue]. O Brasil não é um país bipartidário, é multipartidário. É preciso ter alianças”, disse Alckmin.

O governador evitou comentar hoje a possibilidade de Serra sair candidato ao governo de São Paulo. “Isso aqui não é decisão pessoal. É uma decisão de conjunto. Nós não devemos ficar falando sobre hipóteses. É uma coisa indelicada a gente ficar aqui especulando”.

Alckmin aproveitou para sinalizar que o PSDB está próximo de definir seu candidato à Presidência. “Não vejo razão para as coisas demorarem ainda mais. As coisas todas estão maduras para que já se tenha uma decisão. ”

Ele, no entanto, disse que ainda não há uma data para essa definição. “Não sei se é domingo, segunda ou sábado. Ainda não tem uma data.”

Apesar de sinalizar pressa, Alckmin não criticou o trabalho da cúpula tucana, que tem sido alvejada por postergar o processo de escolha de seu candidato. “Eles estão fazendo o trabalho que a direção deve fazer. Temos que aprender que a democracia é um processo dinâmico.”

Ele mais uma vez quis mostrar que o partido continua unido e que não sairá fatiado desse processo de escolha. “Isso é torcida equivocada”, disse ele se referindo à possibilidade de desagregação dos tucanos.

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