Advogada de João Pessoa denuncia fraude na exclusão de seu título de eleitor mesmo estando regularizada - WSCOM

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Política

06/10/2018


Advogada de João Pessoa denuncia fraude na exclusão de seu título de eleitor mesmo estando regularizada

Foto: autor desconhecido.

A advogada Juliana Almeida, 41 anos, residente em João Pessoa, denunciou a Justiça Eleitoral por excluir o seu nome da lista de votantes nas eleições de domingo (7), com base na decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Juliana acusa toda a operação como causa política para impedir votos no candidato Fernando Haddad, exatamente no Nordeste, onde há maior intenção de votos em favor dela.

Expondo documentos comprovando a regularização de sua situação eleitoral, ela acusou mais:

“Como resultado, vejo-me impedida de exercer meu direito como cidadã de votar em Haddad. Sinto-me desrespeitada como pessoa. Acho muito estranho que algo assim aconteça, justamente com o eleitorado nordestino, aonde sabe-se que é a área mais beneficiada com os governos de PT”, frisou.

CUMPRINDO COM TRÂMITES LEGAIS

Juliana Almeida explicou como a justiça Eleitoral lhe tirou o direito de votar mesmo estando regularizada:

“Cumpri todos os trâmites legais dentro dos prazos exigidos. Fiz biometria, paguei multa, peguei meu novo título e certidão de quitação eleitoral. Fiquei com a consciência tranquila que ajudaria o Brasil a se livrar da ameaça fascista que Bolsonaro representa”, observou a mesma para ainda acrescentar:

“Ocorre que, ao consultar minha seção eleitoral, vi que meu título foi cancelado, mesmo tendo cumprido todos os trâmites legais exigidos”, disse.

A advogada relatou ainda a forma que foi recebida por funcionários do órgão.

“Dirigi-me ao Fórum Eleitoral e lá fui informada de forma extremamente grosseria que meu título era “um papel que não servia para nada”, já que, por um erro no sistema, minha biometria não constava como realizada”, afirmou a mesma.

SUA POSIÇÃO POLITICA

“Sempre fui eleitora do PT, desde os meus 16 anos. Por uma série de fatores, senti-me desmotivada para votar em 2014. Usei o não voto como forma de protesto”, frisou para completar:

“Porém, vendo o cenário armado por grande parte da mídia, empresariado e poderosos de plantão, envolvendo inclusive figuras do judiciário, vi que não poderia me omitir. Teria que votar no lado político em que sempre acreditei: a esquerda. Ainda havia um fator agravante, que é a luta contra um louco fascista que quer exterminar minorias”, completou.

 

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