Adriano x imprensa pode reviver silêncio e rispidez no Corinthians - WSCOM

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Futebol

02/04/2011


Imprensa pode reviver silêncio

Adriano

Foto: autor desconhecido.

No primeiro dia como jogador do Corinthians, Adriano se estranhou com a imprensa. O Imperador se irritou com as reiteradas perguntas sobre o rompimento com seu agente e pediu para não ser mais questionado sobre o assunto. Mas foi quando um repórter perguntou ao atacante sobre uma reportagem publicada pelo jornal O Dia, do Rio, que trazia supostas gravações do jogador ironizando a polícia, que Adriano explodiu:

– É por isso que não gosto de falar com a imprensa.

No Corinthians, Adriano deve repetir o que já fez no São Paulo e no Flamengo (dois últimos clubes que defendeu no país): dar pouquíssimas entrevistas. Se veio para substituir Ronaldo dentro de campo, fora dele Adriano não fará o papel de para-raios.

Nos momentos mais complicados do Corinthians, como a eliminação da Libertadores de 2010, o Fenômeno foi o escalado para conceder entrevista. Mais de uma vez ele disse que tinha as costas largas e que preferia ser alvo de críticas e deixar os jogadores mais jovens expostos.

Em sua passagem no São Paulo, Adriano se desentendeu com a imprensa algumas vezes e também adotou o silêncio. Concedeu pouquíssimas entrevistas, uma delas para criticar a cobertura jornalística sobre uma punição que recebeu do clube por se atrasar a um treino (e depois ir embora ante dos demais).

Naquela ocasião, o atacante, que semanas antes havia pedido para não ser chamado de “Imperador”, atacou a imprensa:

– Acho que tenho que ser chamado assim. Sou o Imperador, mereço ter esse nome porque ralei para conquistar o que conquistei. E vocês [imprensa] não vão destruir isso.

Após esse episódio, Adriano passou a evitar a imprensa e, até ir embora do clube meses depois, praticamente só deu entrevista nas saídas de campo.

Superstição nos tempos de Flamengo

No Flamengo, o enredo se repetiu. Irritado com as semanais notícias sobre sua vida particular, o jogador raramente falava com os repórteres. Apenas na reta final do Brasileirão 2009, que culminou com o título rubro-negro, foi convencido a falar.

Para isso, os assessores apelaram para a superstição. Em uma sexta-feira, Adriano concedeu coletiva e, no fim de semana seguinte, o time derrotou o Fluminense, por 2 a 0, com dois gols do camisa 10. Depois disso, ao ser alertado sobre o fato de ter “dado sorte” conversar com os jornalistas, o atacante, toda sexta, de forma religiosa, deu entrevista, até o fim do Nacional.

Entretanto, em 2010 o plano não funcionou. Adriano chegou a ficar quase três meses sem dar coletiva. Fora de campo, os problemas se multiplicaram e, a cada polêmica, o atleta fugia dos microfones por um bom tempo. Nem ao site oficial do Flamengo o centroavante topava falar, até se desligar do clube e acertar com a Roma (ITA).

Na Itália, assim como em sua primeira passagem pelo país, quando defendeu a Internazionale, também foi raro vê-lo diante das câmeras. Sempre irritado pelas críticas e por sua conduta fora de campo chamar a atenção, se fechou e chegou a dar bolo inclusive na imprensa brasileira.

No segundo semestre de 2010, combinou entrevista com uma emissora de TV, que deslocou uma equipe do Brasil até a Europa para entrevistá-lo. No entanto, Adriano não atendeu a campainha por três dias seguidos, fazendo os jornalistas desistirem e retornarem frustrados.

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