Administração Penitenciária registra fim de motins no interior de SP - WSCOM

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Brasil & Mundo

17/06/2006


Administração Penitenciária registra fim

Terminou às 11h a rebelião da penitenciária de Itirapina (213 km a noroeste de São Paulo). Três reféns foram liberados –nenhum deles está ferido, segundo informou a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária.

Com isso, terminou a última das três rebeliões deflagradas nesta sexta-feira (16) no interior do Estado de São Paulo.

Ainda não foi divulgado o nome do preso morto na sexta-feira por detentos rivais na unidade de Itirapina, em um acerto de contas.

A rebelião começou na tarde da sexta. Os presos colocaram fogo em colchões e derrubarem portas, no interior da unidade. O prédio foi parcialmente destruído pelos incêndios.

As negociações, paralisadas na sexta-feira à noite, foram retomadas na manhã deste sábado.

A Polícia Militar trabalha na recondução dos presos às celas e na recontagem dos detentos.

Às 8h15, a Polícia Militar começou a recontagem dos presos da penitenciária de Araraquara (273 km a noroeste de São Paulo), onde os detentos também iniciaram rebelião na tarde de sexta-feira.

Às 7h45 de hoje (17) os presos soltaram dez reféns. Segundo informações da Polícia Militar de Araraquara, ainda não foi possível identificar os agentes penitenciários feridos.

Em Mirandópolis (607 km a oeste de São Paulo), o motim terminou no começo da noite de sexta.

São as primeiras rebeliões de presos registradas no Estado desde que o ex-PM e procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto assumiu o cargo de secretário estadual da Administração Penitenciária.

Todas as unidades estão superlotadas. Em Araraquara, a penitenciária abriga 1.543, mas a capacidade é de 750. A penitenciária de Mirandópolis 1 comporta 804 presos, mas hoje abriga 1.203. Em Itirapina 1 cabem 852 presos, mas 1.363 ocupam o local.

PCC – O coordenador regional do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo), Alcides Carlos da Silva Júnior, disse nesta sexta que a rebelião promovida pelos detentos de Itirapina é encabeçada por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

No último mês de maio, a organização criminosa promoveu uma onda de motins que atingiu mais de 80 unidades do Estado –incluindo a prisão de Itirapina– e uma série de ataques contra forças de segurança.

Os crimes culminaram na queda do então secretário estadual de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa.

De acordo com Silva Júnior, os presos ligados ao PCC estão descontentes com o rigor do regime de prisão a que é submetido o líder da facção, Marcos Camacho, o Marcola, na penitenciária de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo).