Ação militar contra a Síria é último recurso, diz Bush - WSCOM

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Internacional

25/10/2005


Ação militar contra a Síria

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta terça-feira que usar a força contra a Síria seria “um último recurso” na disputa sobre o suposto papel do país na morte do ex-premiê libanês Rafik Hariri.

Um relatório provisório das Nações Unidas sobre o assassinato de Hariri num atentado a bomba em fevereiro aponta responsabilidades da Síria e do Líbano. Os dois países negam as acusações.

Bush disse esperar que a Síria coopere com o inquérito da ONU sobre o assassinato.

Para o correspondente da BBC Roger Hardy, o governo Bush acredita que o relatório da ONU lhe dá um forte apoio em aumentar a pressão sobre um governo árabe que tem sido hostil há tempos.

Relatório

O Conselho de Segurança da ONU deve discutir o relatório nesta terça-feira e deve receber pedidos para ações contra a Síria.

O relatório diz que o provável motivo para o assassinato de Hariri era político – o ex-primeiro-ministro estava cada vez mais em oposição ao presidente pró-Síria Emile Lahoud num momento em que a Síria era o principal poder no Líbano.

A pressão internacional após sua morte levou a Síria a retirar suas forças do país.

A Síria negou as acusações do relatório da ONU. O embaixador do país nas Nações Unidas, Fayssal Mekdad, acusou os investigadores de preconceituosos e disse que alguns países estão “alimentando as chamas do ódio contra a Síria”.

“Esse crime atroz foi contra todos os princípios que a Síria mantém… e foi contra os interesses sírios.”

Pressão

Bush disse que é necessária uma “pressão séria” sobre a Síria por questões relacionadas a insurgentes entrando no Iraque pela Síria, seu suposto apoio a grupos militantes palestinos e sua interferência no Líbano.

“Ninguém quer uma confrontação. Por outro lado, deve ser aplicada uma pressão séria”, disse Bush em uma entrevista à TV Al-Arabiya, baseada em Dubai.

“Espero que eles cooperem. [A ação militar] é a última opção. Mas por outro lado, você sabe, eu trabalhei por diplomacia e continuarei trabalhando pelo ângulo diplomático nesta questão”, disse.

O Conselho de Segurança não deve votar nenhuma resolução nesta terça-feira, mas os EUA, a França e a Grã-Bretanha estão consultando outros membros sobre uma possível resolução futura pedindo à Síria colaboração total com a investigação da ONU.

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