Abel recusa nova proposta e reforça vínculo com o Flu: ''Me sinto bem aqui'' - WSCOM

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29/09/2017


Abel recusa nova proposta

"ESTOU BEM NO FLU"

Foto: autor desconhecido.

Não importa a fase, a rotina de Abel Braga é a mesma. Da sua sala no CT Pedro Antonio, equipada agora com uma reluzente televisão, o treinador traça planos para o melhor do Fluminense. Missão difícil, afinal, o time é praticamente o mesmo do começo do ano – à exceção da venda de Richarlison – e está em flagrante queda de rendimento.

Sentado à mesa, cheia de papeis com observações de treinos, anotações táticas e dados estatísticos, Abelão tem a esperança de que o Tricolor pode (continuar a) fazer bonito na Sul-Americana e acredita que o time não corre risco de rebaixamento no Brasileirão. Mas não é só isso que o impede, por exemplo, de cogitar deixar o Tricolor.

Ele está bem consigo mesmo e com o ambiente do entorno. Não à toa recusou recentemente a segunda proposta da seleção dos Emirados Árabes Unidos, além de uma oferta do Porto em maio.
– Eu me sinto bem aqui, não sei se me interessa sair do Rio. Eu me apego muito à verdade. Se as pessoas agirem com lealdade comigo, isso me quebra muito. Não sei se não me prejudica por recusar situações. Tenho boa relação com o clube, com a torcida e com os jogadores – resumiu.

Na quase uma hora de conversa com o GloboEsporte.com, o treinador abriu o jogo. Contou até que exibiu vídeos da vitória do PSG sobre o Bayern de Munique como exemplo de modelo de jogo e posicionamento em campo.

Abel falou ainda do mau momento do time (quatro jogos sem ganhar e 12º na classificação, três pontos acima do Z-4), admitiu a oscilação e cobrança a Wendel, revelou possibilidade de chances a Richard e Sornoza e adiantou a volta de Diego Cavalieri.

Confira a íntegra da entrevista!

Depois de um começo de ano bom, com título da Taça Guanabara, o time oscilou e vive queda de rendimento. A torcida tem motivos para se preocupar com risco de rebaixamento?
Eu acho que nós temos, independentemente de não ter tido uma condição de fazer um plantel… Você vê que o Fluminense tem jogadores que estão atuando que estavam no Samorin. Por que? Pois passa por uma situação muito difícil. É claro que, quando se tem jogadores de peso e que dão resposta dentro daquilo que se espera, especialmente em momentos piores e não diz respeito apenas ao resultado, é melhor.

Tivemos alguns resultados que faltou em campo o jogador mais cascudo e mais malandro. Eram jogos em que a gente ganhava e deixou o adversário empatar. Tipo contra o Vitória. O difícil foi sair daquele primeiro tempo muito ruim, virar o jogo. E a gente tomou um gol daqueles aos 48. Isso que a gente tinha feito o segundo gol aos 42.
Os gols de Vitória 2 x 2 Fluminense pela 23ª rodada do Brasileirão

Isso tudo tem um preço. Eu penso nisso, óbvio. Mas eu acho que tenho uma equipe, voltando esses jogadores e com mais ritmo. Há uma cobrança maior entre eles. Há claro a cobrança externa. A interna está voltando, coisa que não ocorria.
Com o time ideal, escalação de cor, eu não acredito. Não estou afirmando. Mas eu não acredito que a gente tenha problema. A não ser que surjam outros problemas.

O segundo turno, sempre, é mais difícil. Sempre há a queda. É só ver o Corinthians. É normal. O Palmeiras é um time que agora começou a crescer. Está com confiança. Mas veja quantas trocas foram feitas até o Cuca achar o time? O nosso é ao contrário, temos jogadores fora que formavam o time ideal. Vamos ter dois jogos complicados e importantes para ver o que vai acontecer.

Eu penso, eu me preocupo, mas não levo essa preocupação aos jogadores. Cobro é performance melhor. O psicológico é fundamental. Temos uma maneira de atuar, não abdicamos dela. Claro que existem sistemas, características dos jogadores. É só ver a final da Guanabara. A gente encarou o Flamengo com o timaço. Com Wellington de um lado e Richarlison do outro. Com o meio com três, vazio. Encaramos. A maneira de jogar é a mesma. Agora, já não estamos correndo tanto. Baixa o rendimento, problema aqui e ali.
 

Tem o Romarinho e o Robinho, muito bons jogadores. Mas o momento é muito complexo. Daqui a pouco, tem de avaliar que o jogo é pegado, então, o Peu é melhor. Ou o Marcos Junior. São muitas mudanças.

Agora, eu acho que voltando, o Sornoza, o Douglas está recuperado. Ele teve dor no púbis contra a LDU, mas lá tinha a altitude. Esses jogadores crescendo farão com que outros também subam de nível.
A direção sempre deu respaldo ao seu trabalho. Você sente que, neste ano, a relação é diferente? Por exemplo, em 2013, um ano após o título brasileiro, foi demitido após cinco derrotas consecutivas…

Esse ano é um troço diferente. Primeiro, a minha relação com o torcedor. Se fosse colocado o que foi a mim no começo do ano, não seria qualquer um que pegaria. Eu já falei ao presidente que ele deveria ter exposto mais a real situação do clube. A maneira que ele pegou o clube foi muito complicada. Eu me juntei a eles. Me juntei à direção. A maneira de você ter uma resposta legal neste ano é ter todo mundo junto.
Eu entendo perfeitamente o torcedor. Eu sei o que ele quer. Eu já fui de arquibancada. Ele não pode estar satisfeito. Ao mesmo tempo, em alguns jogos, o torcedor tem satisfação. Pois o time sempre vai ao limite. Jogando bem ou mal. Isso é o que cobro. Não quero ver o Fluminense como o ano passado, aceitando tudo.
 

Por ter aceito essa situação do clube e me colocado junto, isso é obra. Isso é complicado. Eu estou junto, não quero ver o meu clube em uma situação pior. A gente trabalha muito, a gente pede alma, alguma coisa a mais de cada jogador.

Ainda se tem tempo razoável para melhorar isso. É o que vamos tentar fazer. Se sinto bem. Até hoje não entendi a saída de 2013. Tinha o grupo na mão, tinha jogadores fortes. Por causa daquelas mudanças, talvez o Fluminense tenha chegada àquela situação. Eu saí, veio o Luxemburgo e Dorival depois. Três meses cada um, é chato para o jogador. Tudo muda, até o aquecimento. Estou fechado com a direção. A minha primeira reunião foi com Pedro Antonio, Pedro Abad e Marcelo Teixeira. Me sinto seguro pois desde o começo foi muito claro.
Em maio, o Porto lhe fez uma proposta. Por qual motivo você decidiu ficar no Flu e recusar oferta de uma time da Liga dos Campeões?

Não é bem assim. A coisa partiu de uma pessoa que tem seis jogadores no Porto. Esse tipo de consulta já aconteceu, em relação ao Porto, três vezes. E nunca se concretizou. Então, sabia que não ia concretizar. É um clube diferente. Conheço o presidente, já jantei com ele aqui no Rio. Ele, a mulher dele, eu, a minha e o Deco. Pinto da Costa. Ele tem um amor tão louco pelo Porto que, quando ele quer contratar alguém, a resposta tem de ser na hora.
Eu não respondo nada na hora. Partiu dessa pessoa, que trabalhou com meu treinador de goleiros por 10 anos no Japão. O empresário me ligou perguntando. Eu disse que não ia responder, tinha clássico e não faria nada sem falar com o presidente. Não tenho mais vontade de sair do Rio de Janeiro também.

Agora, recebi uma proposta da seleção dos Emirados Árabes. Agora, essa semana. Tenho contrato com o Fluminense. Não posso responder agora, é um negócio interessante. Eles querem preparar para a Copa da Ásia. Não se classificaram agora ao Mundial. Eu conheço todo o time, lancei um garoto lá, com 17 anos. É o Mabkhout. Eles têm time bom. Eu me sinto bem aqui, não sei se me interessa sair do Rio.

Eu me sinto bem aqui, não sei se me interessa sair do Rio. Eu me apego muito à verdade. Se as pessoas agirem com lealdade comigo, isso me quebra muito. Não sei se não me prejudica por recusar situações. Tenho boa relação com o clube, com a torcida e com os jogadores.
Eles estão tentando, fazendo o máximo. Eles trabalham. Acaba o treino, eles treinam falta. Pedem para fazer situação que se sentem fracos. Isso tem um peso nas decisões a tomar. E até na financeira. Eu não sei se mais ou menos vai me ajudar. Não vai me atrapalhar em nada deixar de ganhar. Eu fico contente por isso. Tem essa força da direção.

Não me sinto um escudo. No campo, sim. De resto, não. Quero que o torcedor grite, incentive. A dificuldade que se aproxima pode deixar de existir em dois jogos. Nós vamos com esse desejo para o jogo contra o Grêmio.
Sornoza se recuperou da fratura, treina e teve chances no time. O que falta para ele retomar a titularidade?

Ele está bem próximo de voltar a ser titular. Ele é o titular da equipe, na verdade. As pessoas não entendem…. Quando você muda, é porque a coisa não está correndo bem. Especialmente no meio de campo.
A diferença… Eu faço a analogia com o Douglas. Sornoza ficou parado quase três meses. Douglas, nem cinco dias. Estava no campo, na academia, tomava o remédio e não deixava de treinar. O Sornoza, sim.


Mesmo com o calendário, a gente fazia jogo-treino. Ele só participou de um. Era nítido que não estava legal. A gente vinha jogando com Marlon Freitas. A nossa classificação na Sul-Americana, se você reparar, deve-se à entrada do Marlon. Ele conseguiu fazer uma coisa que eu acho que o Sornoza poderia fazer. A gente não conseguia sair com a bola. E ele conseguiu fazer isso, a transição defesa ao ataque.

Eu acerto e erro nas trocas. Pedro também teve boa importância. Ele me mostrou que consegue segurar a bola, uma característica que nunca tinha me mostrado. Eu não sabia que ele fazia. Falei isso a ele no treino hoje. Fred é o mestre nisso, no Brasil. A bola começou a parar na frente. E foi ali que começamos a atacar mais.
O problema vai deixar de existir. Está na hora de ele começar. Não se vai esperar muito tempo.
Claro que há o contexto de dificuldade do time, porém, a torcida criou expectativa em torno de Robinho. Romarinho foi uma indicação sua. A atual situação do time dificulda dar mais chances a esses jogadores?

É complicado. O Robinho foi muito bem observado. Ele tinha dois ou três clubes interessados. A gente teve de correr. Ele vai ter o tempo dele. Ele pertence ao Fluminense. O Romarinho, não. Ele está emprestado até dezembro. Foi o único com indicação minha. O Marlon Xavier ele nos enfrentou no primeiro jogo do ano e depois outras duas vezes. Foi muito bem. Esteve em seleção da base…
O Romarinho vi contra o nosso time. Vi nos vídeos. E falei muito com Geninho, treinador do ABC. A gente sabe que tem de dar um parecer até dezembro. O momento

não ajuda. Marlon tem 20 anos. Ele chegou e também não conseguiu ser aquilo. Agora, ele tem uma camisa de peso. Isso tem diferença. Tem de ter cuidado.
Exemplo: o Richard. Falei que ele ia jogar contra o Atlético-PR. Fiquei encantado. É uma das dúvidas ao jogo de domingo.
A personalidade dele, agressivo, rápido, ajudou demais na bola pelo alto. Meu time é baixo. Tenho o zagueiros e Dourado. Com ele, ganho em altura na defesa e no ataque. O maior problema é esse. Às vezes tem de mudar, com o time perdendo, se coloca o cara com um baú de responsabilidade e pressão nas costas. Isso não é o ideal.

Eu nunca reclamei do plantel. São garotos que começaram comigo. Wendel veio depois. O time estava com confiança, a característica ajudou. Daqui a pouco… o jogador estava no Samorin, agora está no Fluminense. Isso muda a cabeça do jogador. E, por vezes, falta experiência.

A situação pior é a do Romarinho. Quero utilizar ele. É muito bom no um para um. Então, ele tem de pegar a bola e ir. O momento faz com que não aconteça.
O Robinho não tenho dúvida do sucesso. É diferenciado, é inteligente, finaliza com os dois pés. Ouvi comparações com Richarlison. Mas não tenho ninguém assim para fazer o gol que ele fez no final de semana agora. A gente perdeu, ele arrasta, é uma peça fundamental.

Qual o tamanho da falta de Richarlison?
Estamos sentindo, pagando caro. Não tem solução. É uma pena, tinha de vender. Era uma perda que o clube tinha de ter, precisava vender.
Wendel surgiu muito bem, mas caiu de rendimento. O que acontece com a joia de Xerém? O iminente acerto com o PSG atrapalha?

Ele é um garoto do bem, é um jogador diferenciado. Ele fez a diferença em determinado momento no time. Agora, ele não está tendo o rendimento que ele já teve. Eu falo com ele. Ele não deixou de morar aqui perto do CT. Mas ele tem ido constantemente a Duque de Caxias. Hoje futebol exige repouso, concentração, foco. Se ele está indo para fora, tem de se policiar aqui quanto ao profissionalismo.
Se pegar o scout, vê os números dele… Maravilha. Daqui a pouco, você não o vê no time, chega dezembro, machucou, não atua nos últimos três jogos… E aí?

Ele apareceu, empolgou e despertou interesse… e isso de repente deixa de existir. E o responsável vai ser você mesmo. É isso. Você se projetou e de repente pode ser rejeitado.

É a mesma coisa do Wellington. Ele queria voltar para a Europa. Teve o problema no Bordeaux. Tinha o Léo também, que também queria. Isso gera sei lá um time de situação mental… entra numa sonolência, fica meio perdido. O emocional é preocupante.

A queda de produção de Wellington SIlva tem a ver com dores no púbis que o impediram de se transferir ao Bourdeaux?
Hoje mesmo ele conversou com o médico. O Wellington… a maneira dele jogar gera um desgaste muito grande. Ele não estando 100% no arranque, ele baixa um pouco. Ele não faz a diagonal, não entra muito na área. Ele tenta tirar a marcação para a lateral.

Acredito que deve estar sentindo alguma coisinha mesmo estando apto a treinar e jogar. Ele é educado, sempre disposto. Mas a gente não vê ele como antes. Falei com ele. É a mesma coisa com o Sasha, do Internacional. O time estava em momento complicado quando dei chance a ele. Ele levou pau e eu também. Mantive a posição.
Depois, disse que ia mudar. Iria ficar no banco e voltaria quando o time estivesse precisando. Não deu outra. Entrou e fez o gol contra o Atlético-PR. Falei isso a Wellington, é algo parecido. Tem de tirar um peso da cabeça dele, cai nele, no Douglas e no Scarpa. Foi quem teve destaque, é assim que a gente trabalha.

Os volantes do time roubam poucas bolas. Cogita, por exemplo, desfazer a forma de atuar com três deles?
Eu sempre falei que não tenho o volante, aquele volante. O volantão. Como o Hudson e o Henrique no Cruzeiro. Hoje eu tenho o Richard.
É um crime colocar o Douglas ali. Ele tem transição, lançamento e finalização. A mesma coisa é o Wendel, o Marlon Freitas. Se colocar como primeiro, vai ter problema.

Se reparar, o Wendel joga em posição diferente. Não é bem volante. Estamos vendo como melhorar. Um detalhe que era importante: a gente cansava o adversário. Ficava com a bola. Eram três atacantes, mas não era negócio de só atacar. A gente rodava a bola, e a gente perdeu um pouco isso. O artilheiro do Brasil é o Dourado, então, a bola chega.

A gente deu uma caída e, por isso, pensamos em mudar. Requer sacrifício. A gente tem de ter mais chegada, tem de se aproximar mais do Dourado. Vamos tentar adiantar as linhas com jogadores que têm a característica de manter a bola.
Você vê, o Palmeiras teve domínio. Mas não teve chance, a única estava impedida. Era situação de bola longa metida ao atacante. Ele ganhou todas. Tem de ter o feeling. O Dourado faz isso. A gente pode fazer. O zagueiro, se sentiu que tem risco de passar ao volante, mete no atacante e vamos jogar com a segunda bola.
Hoje, por exemplo. Peguei cinco situações e mostrei. O time, guardada todas as proporções, se posiciona como o nosso. É o PSG. A formatação no campo é muito parecida. Mbappé, Cavani e Neymar no ataque. Coloquei na TV do vestiário. O balanço dos três caras do meio. Thiago Motta, 33 anos. E não é rápido. Verratti e Rabiot também não. E olha que estou falando do Bayern. Não é campeonato francês. Eles marcam bem. Futebol é simples. Eles marcaram os gols após atrair o adversário.

A gente mostra exemplos de grandes times. Os três ficavam, marcando baixo para caramba. A gente trabalha para caramba. Tem a ver com o que você disse dos volantes que roubam poucas bolas. Por isso, o Richard pode ser uma opção.
Fla-Flu da Sul-Americana vem em boa hora?

Eu preferia pegar o Flamengo. Seria muito pior fazer uma viagem maluca. Flamengo é clássico, a gente fez jogos bons contra eles. O Fluminense foi extremamente prejudicado na decisão do Carioca pela arbitragem. Ninguém me tira da cabeça. O gol do Guerrero, o Réver atropelou o Henrique. A jogada do gol do Trauco tinha tido falta clara no Dourado (isso no Brasileirão).

É melhor ter a dificuldade do jogo do que ter a dificuldade do jogo e ainda ter que viajar. O Flamengo tem um timaço, muito bom e caro. É um dos times da moda. .É bom de jogar. A dificuldade vai ter em qualquer lugar. Enfim, ao menos estaremos aqui.

Ainda não estou pensando nisso. Nem na semana que vem. Já sei que não terei o Orejuela no Fla-Flu pelo Brasileiro. Tem seleção, vai chegar após sei lá quantas horas de voo. Tem escala. Por isso, estou na dúvida com o Richard. As dificuldades são feitas para serem superadas. A vida é assim. Fraco é aquele que cai e não levanta. Nada pior do que não ter confiança.

Como avalia o desempenho de Julio César? Há alguma chance de Diego Cavalieri voltar a ser titular?
Eu tirei o Cavalieri pois achei que era um momento importante para mudar. Ele não vinha sendo o cara que eu conhecia. Aconteceram os gols que eu pensei nisso. Em 2012, ele fez milagre. Sempre tinha duas defesas por jogo, operando milagre. E não estava acontecendo milagre. Ele fez o primeiro jogo com o Vasco e se machucou. Voltou. Mas eu achei que era o momento de mudar. Também tinha de ver o outro. Julio jogou no ano passado, foi bem. Agora, também está bem.
Agora eu também acho que o Julio não está operando milagre. E acho que é o momento do Cavalieri voltar. Ele vai voltar. Já comuniquei ao Julio que domingo joga o Cavalieri.


Espero dele o mesmo comportamento do Cavalieri, sempre companheiro, sempre amigo. O Julio sai bem, foi um dos responsáveis pela classificação contra a LDU. Eu converso com o treinador de goleiros, o Marquinhos.

Ele não mudou nada. Eu falei que acho que agora é a hora de mudar. Não vai ser um jogo, não vou colocar ele na fogueira. Agora ele vai jogar. É um cara fantástico pelo profissionalismo. Fui fazer a esteira em Quito no dia do jogo, ele estava treinando. Em Londrina, ele ficou correndo após o jogo. Ele merece isso, ter o momento de titularidade de volta. O Julio correspondeu plenamente. Tem algumas coisas superiores, outras inferiores ao Cavalieri. Acho que o Cavalieri volta no momento certo.
 

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