A Bagaceira é encenada no Santa Roza - WSCOM

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17/05/2008


A Bagaceira é encenada no



Texto é uma obra clássica de José Américo de Almeida

Obra clássica de José Américo de Almeida, que este ano completa oito décadas de lançamento, está pautada para uma apresentação no teatro Santa Roza com a peça teatral A Bagaceira, nesta terça-feira (20), às 19h. A encenação faz parte do projeto Boca da Noite, desenvolvido pelo Serviço Social do Comércio (SESC-PB), e tem a produção da Cia de Teatro Paraíba in Cena, da cidade de Cabedelo, com direção de Ribamar de Souza e Lorena Teles. Comerciário e dependente com a carteira do SESC em dia, não paga. Os demais espectadores pagam R$ 10 inteira e R$ 5 estudante pela taxa da entrada.

No elenco estão Fábio Félix (Dagoberto Nassau), Igobergh Bernardo (Lúcio Nassau), Socorro Fernandes (Milonga), Luciano Carvalho (Manuel Broca), Carlinhos de Isabé (Valentin Pereira), Jardel Santos (Pirunga Pedreira), e Cristina Rezende (Soledade Pedreira). A iluminação fica a cargo de Josemir Cardoso e a sonoplastia é de Ribamar de Souza. O grupo enfoca na peça o que o próprio autor relatou na apresentação do livro como a realidade do Sertão nordestino, que até então se encontrava escondida pelo grande temor da maioria dos escritores da época em mostrar a realidade social dos povos, principalmente quando se tratava do Nordeste. Tudo é mostrado em 50 minutos de duração.

O texto mostra o marco inicial da segunda fase do Modernismo brasileiro, considerando o lançamento do romance em 1928, quando inicia o ciclo do romance nordestino nos anos 30. O enredo se baseia no êxodo da seca de 1898 e de 1915 (dois períodos de seca), descrito como uma obra-prima do romance regionalista moderno, em que uma família castigada por um sol implacável abandonam uma fazenda no Sertão. Migram para regiões dos engenhos, no Brejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão. Surge um romance entre o filho do dono do engenho e a filha dos retirantes, numa trama de amor, assassinato e ódio. Na narrativa há um choque de três visões que correspondem a três processos sócio-culturais (rústica, brutal e civilizada).

Em homenagem ao aniversário de lançamento do livro, o SESC-PB Unidade Centro de João Pessoa exibiu, no mês de fevereiro, o filme Soledade, com direção de Paulo Thiago, baseado na mesma obra.

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