“Não há precedente para as violações divulgadas”, afirma Gleise Hoffmann

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Na imagem, a deputada federal Gleise Hoffmann

“Não há precedente para as violações divulgadas”. Foi assim que a deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleise Hoffmann, por meio das suas redes sociais, definiu, nesta terça-feira (11), o vazamento de informações, por meio do site “Intercept”, sobre dialogos entre o procurador Deltan Dallagnol e o ministro da Justiça Sério Moro.

 

Na publicação, a petista citou ainda que vários lideres dos partidos de oposição estão reunidos na Fundação João Mangabeira, em Brasília, para discutirem juntos quais serão os procedimentos legais cabíveis que irão tomar junto a Justiça e o posicionamento no Congresso e Senado Federal.

 

“Os partidos de oposição estão reunidos agora para discutir como vamos proceder em relação às revelações do The Intercept, que são muito graves e precisam ser investigadas”, disse.

 

 

Sobre a ‘conspiração’

Segundo o “Intercept”, Moro orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores. Em um dos diálogos, Moro pergunta a Dallagnol, segundo o site: “Não é muito tempo sem operação?”. O chefe da força-tarefa concorda: “É, sim”.

 

Numa outra conversa, o site diz que é Dallagnol que pede a Moro para decidir rapidamente sobre um pedido de prisão: “Seria possível apreciar hoje?”, e Moro responde: “Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem bem se é uma boa ideia”.

 

O site também diz que os procuradores da Lava Jato, em conversas num grupo de mensagens do Telegram, trocaram mensagens expressando indignação quando o ex-presidente Lula foi autorizado pelo ministro Ricardo Lewandowski a dar uma entrevista à “Folha de São Paulo”.

 

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