Policial

Mulher acusada de mandar matar empresário ‘Rei do Lixo’ vai a júri nesta terça-feira


06/11/2018



Adiene Afra Tavares Rocha vai à júri nesta terça-feira (6), no município de Cruz do Espírito Santo, na Zona da Mata paraibana, acusada de ser a mentora do assassinato do próprio esposo, Sebastião Cerilo da Rocha Neto, empresário do ramo de reciclagem, conhecido como o “Rei do Lixo”. O caso aconteceu em outubro de 2011, quando, segundo as denúncias, ela teria encomendado a morte do esposo com a pretensão de receber o seguro de vida da vítima, no valor de R$ 1,5 milhão.

Segundo o advogado da família da vítima, Rômulo Palitot, Adiene Afra Tavares Rocha foi qualificada no processo por homicídio qualificado com impossibilidade de defesa. “Ela pode pegar pena de 12 a 30 anos, é considerado um crime hediondo”, comentou o criminalista.

Ela foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público da Paraíba, com outras duas pessoas: Renato Oliveira de Sousa, funcionário da vítima e acusado de ser amante de Adiene, e Walter de Oliveira Dias, que é primo de Renato. Os três vão a júri nesta terça.

Relembre o caso

O empresário Sebastião Cerilo da Rocha Neto, de 47 anos, do ramo da reciclagem foi morto a tiros na noite do dia 16 de outubro de 2011. O crime aconteceu no lixão da cidade de Cruz do Espírito Santo, na Zona da Mata paraibana. Segundo a Polícia Militar do município de Sapé, que atendeu a ocorrência, Sebastião Cirilo viajou de João Pessoa até Cruz do Espírito Santo dirigindo um caminhão caçamba, transportando materiais recicláveis. Ele estava acompanhado de um funcionário.

Segundo relato do funcionário à polícia, quando eles chegaram ao local havia um rapaz que supostamente estava catando lixo e que ele teria atirado contra o empresário. Conforme o ajudante, o suspeito agiu no momento em que ele estava em cima do caminhão despejando os materiais recicláveis. O homem disse que correu ao ouvir os disparos e se escondeu em um matagal nas proximidades.
De acordo com a Polícia Militar de Sapé, o empresário foi morto com três tiros. O corpo dele foi encaminhado para Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) de João Pessoa.



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