João diz que está aberto ao diálogo com Cartaxo: “conversar não significa acordo político”

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Na imagem, o governador da Paraíba João Azevêdo

O governador do Estado, João Azevêdo (PSB), comentou nesta quarta-feira (6), sobre o desembargo imposto às obras de intervenção da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) na Villa Sanhauá, área devidamente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). Segundo o socialista, mesmo prevalecendo o bom senso, o gesto não significou “acordo politico” junto a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PV). 

 

Atendendo a uma recomendação do governador, o Iphaep deu um novo prazo para a entrega de documentos necessários à garantia da licença obrigatória para intervenções em áreas de preservação sob a responsabilidade do Instituto. O socialista citou que a decisão só foi tomada para que a população da Capital não fosse prejudicada, levando em conta também que o licenciamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia sido liberado.

 

“Na verdade, qualquer obra do Centro Histórico ela tem que ter o licenciamento do Iphaep e do Iphan. Identificamos que a Prefeitura não tinha a licença do Iphaep para iniciar a obra, mas por outro lado, identificamos que já tinha sido autorizado pelo Iphan. A partir daí, eu tomei a decisão de suspender o embargo, dando um novo prazo para que a prefeitura apresente os documentos que ainda faltam e o Iphaep concluir a sua análise, e, considerando a experiência que eu tenho sobre gestão, muitas vez um embargo pode trazer um prejuízo maior a sociedade do que a sua continuidade”, disse o governador.

 

Relação com Cartaxo

Questionado sobre uma possível conversa com Cartaxo, João Azevêdo citou que não tem problema algum em sentar com o prefeito, até porque ele é o governador de todos os municípios do Estado e isso incluiu a Capital. De acordo com o chefe do Executivo Estadual, as portas do Palácio da Redenção estão abertas, mas já deixando claro que “conversar não significa acordo político”.

 

“Eu sou o governador da Paraíba, dos 223 municípios, eu não posso discriminar municípios, até porque a população aqui de João Pessoa, além de merecer uma atenção por ser a Capital do Estado, essa população me deu uma vitória extremamente significativa; então eu tenho respeito pelas pessoas, eu não tenho o menor problema de ter relação com qualquer que seja o prefeito. Agora o fato de receber, sentar, conversar, não significa acordo político”, afirmou João Azevêdo.

 

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Da Redação
Portal WSCOM