Incertezas econômicas do Governo da Bolsonaro devem gerar momentos de turbulência na PB e demais estados, avalia secretária

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Secretária Amanda Rodrigues durante ato de posse (Divulgação / Secom-PB)

Por Ângelo Medeiros / Portal WSCOM

As incertezas econômicas que cercam a gestão do presidente recém-empossado Jair Bolsonaro (PSL), têm gerado dúvidas sobre quanto a política econômica a ser desenvolvida pelos Estados. A opinião é da secretária de Estado das Finanças da Paraíba, Amanda Rodrigues, reempossada no cargo nesta quarta-feira (2). De acordo com a gestora, ainda não foi possível avaliar as propostas do Governo Federal para a área. “Não sabemos o que esperar do Governo Federal”, avalia.

 

De acordo com Amanda, será preciso esperar os movimentos da equipe capitaneada pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, para se avaliar a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) local e a receptividade da sociedade quanto às reformas que serão propostas ao Congresso Nacional.

 

“São medidas que deveriam ser melhor avaliadas pelo governo federal, mas acredito que não tiveram tempo ainda de promover os estudos necessários, pois, estamos falando da estatização do país. Quanto ao impacto na Paraíba ainda não sabemos, pois, não conseguimos identificar a que veio esse governo. O próprio presidente não explicitou muito bem o que quer em seu discurso e sua equipe ainda não conseguiu passar. Vamos passar por momentos de turbulência e incertezas, aguardando o posicionamento federal para saber o impacto aqui na Paraíba”, comenta a secretária.

 

A perspectiva de crescimento do PIB da Paraíba, segundo Amanda Rodrigues, gira em torno de 3% a 5%, com base nos poucos sinais de crescimento da economia.  

 

“Trabalhamos com a perspectiva de crescimento de 3% a 5%, mas estamos num período de incertezas ainda, pois, não conseguimos compreender o que esperar do governo federal e da economia do país, que vem dando sinais tímidos de recuperação, devendo crescer, mas ainda é pouco para se quantificar [esse crescimento]. Como todos os anos esperamos um cenário conservador de 0%, para tentar, pelo menos, cumprir o ano com todas as contas pagas”, conclui.