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Política

09/01/2019


Fernando Haddad critica saída do Brasil do Pacto da ONU: ‘estão macaqueando os EUA’

ONU criticou a decisão e lamentou a posição do Brasil.

© REUTERS - Fernando Haddad

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, um dos principais nomes da oposição ao governo Jair Bolsonaro, critica a decisão de se retirar o  Pacto Global para a Migração da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

“Macaquear os EUA virou política de Estado. A decisão de retirar o Brasil de Pacto de Migração terá pouco efeito ‘prático’ interno, a não ser fomentar a xenofobia. A vida dos brasileiros fora dificilmente piorará. Gesto é simbólico de homenagem à intolerância”, disse Haddad no Facebook.

 

Em telegrama emitido nesta terça-feira (8), o Ministério das Relações Exteriores, comandado por Ernesto Araújo, pediu a diplomatas brasileiros que comuniquem à ONU a saída do Brasil. O teor documento foi divulgado pela BBC News, que teve acesso ao material.

 

Nesta quarta-feira (9), Bolsonaro confirmou a saída. “Quem porventura vier para cá deverá estar sujeito às nossas leis, regras e costumes, bem como deverá cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Não é qualquer um que entra em nossa casa, nem será qualquer um que entrará no Brasil via pacto adotado por terceiros”, disse no Twitter.

 

O presidente teve um encontro na última quarta-feira (2) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, e confirmou a intenção de revogar a adesão do Brasil ao pacto. Os EUA se retiraram da elaboração do texto em 2017 sob o argumento de que que o acordo vai contra a política migratória do presidente americano, Donald Trump. Países como Itália, Chile e Israel se retiraram do acordo. 

 

Em dezembro, o chanceler Ernesto Araújo anunciou que o Brasil se retiraria do pacto, o que gerou reação da ONU; “É sempre lamentável quando um estado se dissocia de um processo multilateral”, declarou Joel Millman, porta-voz da Organização Internacional de Migrações. 

 

Em comunicado nesta terça-feira, a ONU criticou a decisão do Brasil. “É sempre lamentável quando um país se desengaja do processo multilateral, em especial de um que respeita tanto as especificidades nacionais”, comentou a entidade.

 


Com informações Brasil 247