menu

Política

09/10/2019


Guerra no PSL entre Bolsonaro e Bivar é pelo controle de fundos de R$ 359 milhões

Os motivos dos ataques lançados nesta terça-feira (8) por Jair Bolsonaro contra o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, têm cifras milionárias. 

 

Para o ano de 2020, em que ocorrem eleições municipais, o PSL terá R$ 359 milhões à sua disposição, juntando os fundos Partidário e Eleitoral. É a maior quantia entre os partidos. O PT, terá R$ 350 milhões. O MDB, R$ 246 milhões, segundo reportagem do site Poder 360

 

O cálculo leva em conta as bancadas atuais e o Fundo Eleitoral com R$ 2,5 bilhões estabelecido na proposta de Orçamento a ser analisada pelo Congresso. Em 2018, o montante foi de R$ 1,7 bilhão.

 

Um deputado do PSL confirmou ao blog do jornalista Valdo Cruz que a ala de Bolsonaro quer tirar Luciano Bivar, do comando da legenda.

 

“É uma guerra pelo controle do partido, pelo controle do uso da estrutura do partido, que simplesmente vai perder importância e tamanho caso o presidente Jair Bolsonaro deixe o PSL como ele tem ameaçado nos bastidores”, disse o deputado, segundo o jornalista Valdo Cruz.

 

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, uma ala do PSL decidiu reagir a Bolsonaro e manifestar apoio a Bivar.~Um dos mais críticos de Bolsonaro é o deputado Júnior Bozella (PSL-SP). 

 

Ele diz que Bolsonaro acoberta casos de corrupção em seu governo, enquanto ataca o partido. “Temos o caso do Queiroz e o do ministro do Turismo, e o presidente tenta encobrir esses dois assuntos ao mesmo tempo em que desfere ataques indevidos ao PSL”, diz Bozella.

 

“O partido é um partido de bem, conduzido por pessoas de bem. Se Bivar não tivesse abrido as portas, o presidente fatalmente não teria tido legenda para concorrer em 2018. Se hoje ele é o que é, deve isso ao deputado Bivar e ao PSL”, acrescenta o deputado.

 

As informações são do Brasil 247
Portal WSCOM