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21/01/2019


LGBTQIs destacam-se na contramão do Governo

Com um discurso inflamado, inteligente e acima da média, além de dados sobre a comunidade, Marcus Dias, diretor presidente do Grupo Diversidades – PB registrou o aumento do índice de criminalidade contra LGBTQIs na Paraíba, segundo ele, principalmente após as eleições para presidente. Sua aparição se deu no evento de lançamento da campanha “Não Vamos Voltar”, que teve estreia no domingo 20, em horário nobre da TV Globo, durante o programa Fantástico.

 

Com uma mesa composta por autoridades do Governo Federal, do Estado, Justiça, procuradores, magistrados e parlamentares, UFPB, ativistas de direitos humanos, entidades representativas de classes, artistas e outros, e uma plateia que superlotou a sala Vladimir de Carvalho, do espaço cultural Usina Energisa, foram apresentados os vídeos da campanha que recebem a participação de artistas de renome da cena paraibana.

 

O destaque para o evento vem impactar justamente na contramão de um Governo autoritário, que discrimina Gays, Lésbicas, Transexuais e demais, que abomina a liberdade de expressão e nega direitos humanos. O lançamento da campanha mostrou que a comunidade LGBQI está mais que preparada para o enfrentamento, para empunhar suas bandeiras, diga-se de passagem, de direitos adquiridos, num país que judicialmente reconhece o casamento entre figuras de um mesmo sexo.

 

Os LGBTQIs estão hoje por toda parte e isso não fere, não magoa, não diminui, não é doença contagiosa, não há mal algum. As sociedades mais avançadas consideram esses grupos com o devido respeito, fazem parte de uma economia social, cada qual com suas características e atributos próprios, suas crenças, valores. Ninguém tem direito de julgar, de odiar, de pronunciar contra. Até as religiões, salvaguardando a palavra cristã de Jesus, irá reconhecer o direito de vida e liberdade, de compor com toda uma sociedade em nome do amor e da paz.

 

Os índices de investidas contra os grupos LGBTQIs são verdadeira barbaridade. Coisa do passado primitivo. É um absurdo lamentável continuar assim. A campanha, diga-se de passagem, muito bem elaborada e dirigida, visa espalhar por todo o território nacional a ideia de igualdade e cidadania. Alertar ainda para a criminalidade em torno dos grupos e buscar soluções para diminuí-la. O Brasil, é uma vergonha, é primeiro lugar no ranking mundial de mortes de LGBTQIs por assassinato.

 

LGBTQIs estão por toda parte, nas escolas, igrejas, vizinhança, no trabalho, na família, e ao contrário do que costuma taxar o presidente do país, usando a baixa expressão de vagabundos, estão longe disso. Eles participam da vida da nação contribuindo com impostos, força de trabalho, arte e cultura. São tão comuns como qualquer hétero que se imagine.

 

É hora de alertarmos para busca de um outro olhar, um que cesse a discriminação e as valas de sangue decorrente dessa nossa ignorância social. Hora de escancarar as portas dos armários e gritar ao mundo que Não Vamos Voltar. Não ao retrocesso, ao desumano, a escravidão, não a desigualdade com nossos irmãos. Não Vamos Voltar, é isso.

 

 

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