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16/10/2018


ENTRE ÓDIO E AMOR

Eleições pautam opções de ódio e amor

A raça humana demorou bilhões de anos até aperfeiçoar seus sentidos, seus órgãos, e destacar como sendo o animal mais avançado, mais inteligente. Embora assim, comportando seu cérebro dentro da caixa craniana podendo interpretar informações com capacidade de reflexão e respostas imediatas, melhor, com a opção de escolhas, detém de forma rasteira um comportamento brutal, primitivo, que arrasta o ser para as piores escolhas fazendo sofrer, obrigando-o a rever atitudes.

Ainda hoje os processos morais, em que se encontram ataviados comportamentos pautados como negativos entre egóicos, orgulhosos, invejosos, ciumentos, mesquinhos, rasteiros de forma geral, são assim os entraves sociais para que possa avançar de forma inteligente.

Mesmo com as descobertas científicas, com as ferramentas de comunicação via internet, com possibilidades de vida em outros planetas, aqui na Terra o homem rasteja cumprindo missões de ordem inferior a um custo de economia de vida que ainda mata, sangra, dá dó. Estamos ainda longe de alcance moral que possa posicionar em paz, longe de guerras, de armas, de ações nocivas.

Tudo isto acontece por falta de formação educacional, por ausência de raciocínio lógico capaz de seguir pela razão, pelos caminhos retos, por organização social escolhendo o melhor para todos.

Assim, diante da eleição de candidatos com propostas para administrar a nação é que aparecem de forma diversa odientos personagens, travestidos do autoritarismo, da máscara do poder, das ilusões em que multidões embarcam como que tendo ai a opção melhor para eleger quem lhes governe.

Em momento algum a massa de eleitores para para fazer uma simples pergunta: esse candidato é bom ou é ruim? É esse nome a melhor opção para nossas vidas, para nossa nação? Por quê? Porque voto nele e não no outro? O que espero e o que desejo que ele possa realizar? Suas propostas, suas falaz emanam confiança, seus exemplos, sua maneira de pensar condizem com a nossa?

Além do que temos hoje informação bastante para conceituar nossas escolhas. Informação com exemplos históricos de maus governos, de traições, de golpes, ditaduras, corrupção, etc. Temos o poder de pensar e buscar razão independente da influência de opinião de outros, das mídias, das massas.

Lembramos que no Calvário, há pouco mais de 2000 anos,  a multidão escolhia Barrabás, quando a opção melhor teria sido Jesus. E ainda hoje vemos homens escolhendo matar homens, cortar suas cabeças e expolas nas portas das casas como símbolo de um dos maiores entraves que atrasam a humanidade, os crimes hediondos.

Nessas eleições para presidente do Brasil, entram em jogo o amor e o ódio. Qual seria a sua opção? O ódio como ausência de amor, ou o amor como prenúncio de dias melhores, de propostas de paz?  Estamos empunhando armas para continuar matando, estamos trabalhando uma batalha final de extermínio incivilizado, ou temos outra opção? Qual a nossa atitude, qual o nosso voto?

Enquanto digladiamos entre esquerda e direita, esperamos uma atitude inteligente para que possamos todos progredir, avançar, evoluir. Mesmo que a nossa não seja uma ação em nome de Deus, do que prenunciam falsos profetas, mas que Seja feita a Sua Vontade, porque esta certamente indica uma opção de amor para todos.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing – g.sabino@uol.com.br

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