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27/03/2019


CULTURA – Quem sabe faz a hora

 As atividades culturais em nosso país sofreram enorme baixa com a chegada do novo governo federal, que de início acabou com o Ministério da Cultura. Por consequência, as Secretarias de cultura dos Estados, perderam também o ponto de referência do planalto central.

 Independente de vínculos institucionais, a arte e a cultura seguem em forma de resistência. Melhor, tendo que reinventar-se, inovar, criar soluções.

 No Ano Cultural Jackson do Pandeiro na Paraíba, em que o governador assinou Ato institucional determinando comemorar e homenagear aquele grande artista de nosso Estado, é grande a movimentação artística.

 A UFPB anuncia a retomada do projeto de instalação do Memorial Sivuca, outro grande artista paraibano que levou o nome da Paraíba aos quatro cantos do mundo. Em várias cidades, inclusive, do interior, grupos de teatro se movimentam para promover os espetáculos da Paixão de Cristo na Semana Santa.

 Um Festival de Música da Paraíba, promovido pela Rádio Tabajara, está sendo anunciado já com bastante inscrições. Outro festival, de Teatro, Dança e Circo, está sendo realizado com sucesso pela Funesc, a Fundação Cultural Espaço Cultural.

 A Secult, Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba, tem por sua vez, dialogado com o consulado de países estrangeiros com a finalidade de promover intercâmbios artísticos culturais, e também identificando o funcionamento da cultura junto às minorias, como é o caso dos índios, ciganos, e quilombolas, só para citar alguns. É também, diga-se de passagem, mais outra determinação do governador do Estado.

 A produção alternativa de shows, a publicação de livros, o cinema, dança, fotografia, enfim, todas as áreas da arte e da cultura estão buscando saídas para se manterem firmes no mercado.

 Eventos como Lolapalooza, Rock In Rio, feiras de literatura, festivais de cinema, teatro, música, e o calendário que segue com Carnaval, Paixão de Cristo, São João, Verão, e Natal, todos movimentam bilhões.

 Tudo isto nos mostra um quadro otimista diante de uma cena degradante a partir da ignorância cultural do Poder que despreza seus valores, perdendo com isso, inclusive, em número e economia.

 Já escrevi aqui, e volto a relacionar, a cultura, o turismo e o esporte, juntos, só perdem no mundo para a indústria do automobilismo. É o segundo maior PIB, mas a maioria não quer entender.

 Enfim, quem sabe faz a hora…

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