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16/07/2018


API Inovar para o Futuro

Por uma API contemporânea

Estivemos no interior do Estado, região rica em cultura, ações econômicas, conhecimento, e muito mais. Fomos surpreendidos com as demandas, as oportunidades de realizar e interagir com diversas cidades. Hoje por exemplo, encontramos diversas universidades em funcionamento qualificado, profissionais de todos os setores, nas ciências, tecnologia, agricultura, engenharia, medicina, etc. E também na comunicação, nosso foco.

As novas mídias e suas ferramentas tecnológicas estão atuando com força total. Para ter ideia, na quinta feira, 12.07, fomos lançar na Câmara Municipal de Pombal, PB, a Carta Programa da Chapa 2, que concorre à presidência da Associação Paraibana de Imprensa – API, com Sandra Moura apresentando propostas e compromissos. Ao chegar lá, um batalhão de web TVs e web rádios fazendo, diga-se de passagem, paralelo à Copa do Mundo, fazendo a cobertura online. De imediato o sertão, o Estado e o mundo tomavam conhecimento do evento que, aparentemente pequeno, tornava-se gigante. No dia seguinte foi a vez de Sousa que já conhecia nossas propostas através da internet, e depois Cajazeiras onde também produzimos transmissões online. Melhor, tudo isso com pessoas de todos os lugares distantes podendo enviar mensagens ao vivo.

Essa experiência nos leva a refletir o papel das profissões em todas as áreas. Principalmente a nossa, de comunicação, refletindo e perguntando qual o verdadeiro papel da API, a Associação Paraibana de Imprensa, que outrora se manteve na vanguarda com direito, inclusive, a voto para indicar governantes, segundo nos conta o jornalista e ex-presidente Gonzaga Rodrigues, tamanho era a sua importância. Os grandes debates, eventos culturais, lançamentos, campanhas, etc., tinham lugar na API.

Como em qualquer profissão, é preciso estar atento para distinguir quais os verdadeiros jornalistas, aqueles que têm compromisso, que se interessam pela verdadeira notícia. Caso contrário, é como ter advogados caloteiros, médicos charlatões, aventureiros qualquer que põem em risco os usuários de seus serviços. No caso, a notícia, a profissão de jornalista, envolvendo radialistas, agentes, gráficos e afins, deve ser preservada, evitando que se alastre o mau serviço, a promiscuidade, a hipocrisia, o crime, os fakenews… A informação deve ter base com responsabilidade na constatação dos fatos. O profissional de jornalismo, como qualquer outro, precisa estar protegido por leis, por regimentos, precisa organizar seu trabalho e sua sobrevivência para então produzir com garantia o bom trabalho.

Assim, os sindicatos, as instituições várias, e associações, cumprem papéis relevantes. Promovem eventos de atualização, congressos, seminários, cursos de capacitação, investem em tecnologia, abrem convênios em parceria de benefícios, criam espaços de convivência e aprendizado e avançam nas sociedades do mundo. Na nossa API, o que lamentamos bastante, parece não haver compromisso. Há ali um pequeno grupo interessado apenas em manter-se no poder e tirar proveito próprio sem oferecer nada ao associado, absolutamente nada. Daí, eu como diretor de cultura, e Sandra Moura, como atual vice-presidente, termos feito escolha por novos caminhos.

É essa a questão inicial que temos pela frente. A nossa candidata, a professora e jornalista Sandra Moura, ao ser eleita precisa scanear, fazer inicialmente uma varredura, rever as estratégias para reposicionar a API na vanguarda, trazer de volta o curso de ações evolutivas, de valor.

A API não deve nem pode continuar nas mãos de gestores (em sua terceira gestão almejando reeleição) sem a menor visão, sem noção de planejamento, do que é avançar, atualizar, alinhar-se ao mundo contemporâneo. Como está a API não pode sobreviver, precisa inovar para o futuro.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. g.sabino@uol.com.br

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