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Internacional

22/07/2019


EUA diz que caça da Venezuela ameaçou avião americano; governo venezuelano afirma que teve seu espaço aéreo invadido

Segundo os americanos, o caça "estava realizando uma missão reconhecida e aprovada em espaço aéreo internacional sobre o mar o Caribe".

Imagem do caça SU-30 Flanker da Venezuela, que perseguiu avião americano/Foto: MICHAEL WIMBISH/US SOUTHERN COMMAND/AFP

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (22) que um caça venezuelano de fabricação russa “seguiu de forma agressiva” uma aeronave de reconhecimento das Forças Armadas americanas que realizava uma missão em espaço aéreo internacional. O governo venezuelano citou que o voo da aeronave americana era uma “provocação direta” e uma violação de tratados internacionais de soberania.

 

De acordo com o governo americano, o EP-3 “estava realizando uma missão reconhecida e aprovada em espaço aéreo internacional sobre o mar o Caribe”.

 

“Um Su-30 Flanker da Venezuela seguiu de forma agressiva a aeronave americana EP-3 a uma distância insegura em 19 de julho, pondo o perigo a tripulação e a aeronave”, afirmou o Comando Sul, um dos comandos de combate do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

 

Posteriormente, o Comando Sul informou que o avião americano realizava de maneira rotineira “missões de detecção e vigilância” na região para poder garantir a “segurança e proteção” dos cidadãos americanos e dos parceiros dos EUA sem violar as normas “e regras internacionais”, enquanto o piloto da aeronave venezuelana atuou de uma “maneira pouco profissional”.

 

Além disso, o comando americano advertiu que “esta ação demonstra o irresponsável apoio militar da Rússia” a Nicolás Maduro, assim como a “imprudência e o comportamento irresponsável” do governo venezuelano, que dificulta “o direito internacional e os esforços para resistir ao tráfico ilícito”.

 

Provocação americana 

Os venezuelanos, por sua vez, disseram que, na última sexta-feira, rechaçaram “a incursão de uma aeronave de reconhecimento e inteligência dos EUA” sobre o território do país.

 

O comunicado aponta que o avião americano não informou sua presença e, por isso, teria sido interceptado e depois escoltado para fora do espaço aéreo venezuelano. O governo venezuelano disse que o voo da aeronave americana era uma “provocação direta” e uma violação de tratados internacionais de soberania.

 

Em junho de 2006, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou a compra de 24 caças de longo alcance Su-30 da Rússia para substituir os F-16 americanos na Força Aérea venezuelana. As informações são da Agência Brasil.