Ecclestone afirma que Fórmula 1 poderá ter apenas 14 carros em 2015

A crise financeira é uma dura realidade na Fórmula 1 atual. Caterham e Marussia se ausentaram do GP dos Estados Unidos em busca de novos investidores e tempo para se reestruturar, fazendo com que a etapa deste fim de semana tenha o grid mais esvaziado dos últimos tempos, com 18 carros. Mas times como Lotus e Sauber também enfrentam dificuldades. Em Austin, o chefão comercial da categoria, Bernie Ecclestone, já admite a possibilidade de perder até quatro equipes na próxima temporada, que teria, então, apenas 14 carros disputando o título mais importante do automobilismo mundial.

– Poderíamos ir até 14. Se perdermos mais duas equipes, é isso que vai acontecer. Eu não posso prever se isso vai mesmo acontecer. Com até 18 carros, a situação não seria tão dramática. Nós precisamos das equipes pequenas, mas elas precisam conseguir trabalhar corretamente – afirmou o chefão da F-1, em entrevista à emissora "Sky Sports".

O regulamento da Fórmula 1 prevê que, se três equipes precisarem deixar o grid, as outras passarão a correr com três carros. A crise financeira dos times menores gerou, então, apreensão nos dirigentes das outras escuderias, que reclamam dos altos custos de operação para um terceiro monoposto. Nos bastidores da categoria, há uma série de questionamentos sobre a viabilidade da implementação da ideia para 2015, caso o grid fique esvaziado.

– Seria uma solução de curto prazo, mas um verdadeiro desastre a longo prazo. Me disseram que poderia custar entre 35 a 40 milhões de libras a mais (entre R$ 140 e 160 milhões) para ter um carro extra no próximo ano, mas isso ainda não está muito claro – analisa o ex-piloto Martin Brundle, que atualmente trabalha como comentarista da F-1.

Sem condições de arcar com os pagamentos a fornecedores e funcionários, Marussia e Caterham foram entregues a administradores legais, que têm a função de buscar novos investidores e viabilizar a operação das equipes. A Caterham já anunciou que também deixará de disputar o GP do Brasil, na próxima semana, mas a Marussia ainda não se posicionou em relação à corrida de Interlagos.