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Futebol

21/01/2013


Gabriel torce por queda do Grêmio

Inter

 Gabriel deixou o Olímpico na sexta-feira, teve um fim de semana de descanso e iniciou a rotina como jogador do Inter nesta segunda-feira. No reencontro com a motivação, preferiu esquecer os maus momentos vividos no Grêmio, especialmente em 2012, quando pouco foi aproveitado. O recomeço teve o seu primeiro capítulo na apresentação oficial como atleta colorado, no CT do Parque Gigante.

– Não é comum (essa troca na dupla Gre-Nal), mas fui muito bem recebido no Inter por amigos colorados, e até gremistas me desejaram boa sorte – discursou, na sala de imprensa.

Mas o lateral teve de se explicar, já que em 2011 fez comemoração ao melhor estilo Kidiaba, brincando com a eliminação do Inter no Mundial de 2010, diante do Mazembe. Gabriel alegou que à época estava com o “espírito” do Grêmio, mas hoje a sua alma mudou de cor: do azul para o vermelho.

– Vesti a camisa do Grêmio por dois anos e entrei no espírito. Sem dúvida não será diferente aqui no Inter. Com a camisa vermelha, vou ficar até alegre se o Grêmio for desclassificado na Libertadores. O espírito esportivo é o mais importante. Hoje, meu foco é só no Inter – declarou.

Gabriel vinha trabalhando no Estádio Olímpico. Seu último treinamento foi na sexta-feira. Por isso, crê que logo estará à disposição de Dunga.

Anunciado no sábado, o atleta de 31 anos assinou por uma temporada, com possibilidade de renovação automática por outros dois anos. Ficou com um contrato de vitrine, que protege e dá percentual de venda ao clube em uma eventual negociação para o exterior.

Ele chega para disputar posição com Hélder, também apresentado nesta segunda-feira. Ambos subirão para Bento Gonçalves na noite desta segunda-feira para participarem da segunda fase da pré-temporada colorada.

Perda de espaço

Gabriel chegou ao Grêmio em agosto de 2010, vindo do Panathinaikos, da Grécia. Foi contratado por indicação do então treinador Renato Gaúcho. Após um semestre de boas atuações, teve seus direitos econômicos adquiridos pelo Tricolor. Mas, a partir do início de 2011, não conseguiu repetir o futebol do outro ano. Perdeu espaço de vez com a chegada de Luxemburgo, em fevereiro da temporada passada.

– Nada é mais importante do que a satisfação pessoal de estar exercendo o que gosta. Sempre atuei pelas equipes por que passei. É triste ficar fora das partidas, de todo campeonato. É mais uma motivação para dar ao máximo no Inter – frisou.